Aumentam gastos com hospitais
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
A Secretaria de Saúde de Londrina já gastou R$ 94 mil para garantir o atendimento nos hospitais Zona Norte e Zona Sul, além de outros dois postos 24 horas da cidade, durante a greve dos funcionários do Hospital Universitário (HU), iniciada em 17 de setembro. Caso a paralisação continue em janeiro, os gastos podem subir para R$ 150 mil.
O dinheiro saiu do Fundo Municipal de Saúde e foi repassado em caráter emergencial para aumentar o número de médicos e enfermeiros plantonistas em uma escala diferenciada. A medida foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde em conjunto com o Comitê Gestor da Crise, criado no início da paralisação da UEL. Desde novembro, foram repassados R$ 54 mil para os dois hospitais e outros R$ 40 mil para a secretaria.
Segundo a diretora-executiva da secretaria, Margarete Schimiti, está previsto o repasse de mais R$ 47 mil durante o mês de janeiro. ''Estamos mantendo um médico de plantão por 12 horas e dois auxiliares cumprindo uma escala de 24 horas. Os recursos foram repassados do fundo para o Cismepar'', explicou Margarete, referindo-se ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema, entidade que fiscaliza os gastos realizados pelas secretarias municipais.
A medida tem como objetivo aumentar o fluxo de pacientes e liberar leitos para casos mais graves. Mesmo com a ampliação do setor de emergência da Santa Casa (de 18 para 28 leitos) e com o HU mantendo 45% dos leitos ocupados, o movimento continua grande. No Zona Sul, os oito leitos da sala de emergência permanecem ocupados desde o início da greve, registrando um aumento médio no atendimento de 40%, chegando a registrar picos de 80%. O mesmo ocorre no Zona Norte, que aumentou de 12 para 15 os leitos do pronto-socorro e continua registrando, em média, 23 pessoas internadas nos últimos 100 dias.


