Aumentam casos de leishmaniose
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quinta-feira, 06 de novembro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Campo Mourão - Paiçandu (Noroeste) e Campo Mourão (Centro-Oeste) têm registrado um crescimento mais acentuado de casos de leishmaniose. Os dois municípios ficam próximos ao Rio Ivaí, muito frequentado por pescadores. Paiçandu passou de 1 caso em 2013 para 16 este ano (variação de 1.500%). Outros três casos suspeitos do município ainda estão sob investigação pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa de Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá (Lepac). Em Campo Mourão, o aumento foi de 4 para 10 casos - variação de 250%.
A técnica de enfermagem do setor de Epidemiologia de Paiçandu, Dirlene Aparecida Pelissari Bastos, garantiu que todas as unidades de saúde estão em alerta e prontas para orientar adequadamente as pessoas que apresentarem os sintomas da doença. Segundo ela, o aumento da incidência foi decorrente de uma enchente que atingiu o Rio Ivaí há cerca de três meses.
"Os sintomas da leishmaniose só se manifestam depois de dois meses. Nós orientamos as pessoas que perceberem feridas avermelhadas e que não saram com os medicamentos comuns a procurarem qualquer unidade de saúde em nosso município o mais rápido possível", ressaltou Dirlene. Ela destacou que depois da picada do mosquito, surge uma bolha, que coça e fica avermelhada ao seu redor. "Essa ferida vai aumentando e, se não for tratada logo, pode surgir em outros lugares do corpo. Para combater a leishmaniose é preciso um medicamento específico", orientou.
A chefe da divisão de Atenção à Saúde da 15ª Regional de Saúde em Maringá, Lúcia Shimazaki, destacou que nos 30 municípios da regional foram registrados 41 casos este ano contra 22 registrados em 2013. "Não é o pior cenário que já vimos em nossa história. Já houve anos em que foram registrados 60 casos", observou. Lúcia destacou que os casos de Paiçandu não são endêmicos. "São de pessoas que se deslocaram para pescar no Rio Ivaí e provavelmente ficaram até mais tarde, já que o mosquito possui hábitos noturnos", explicou Lúcia, que ocupa interinamente a direção da regional.
A doença é transmitida pelo mosquito Lutzomyia longipalpis (conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui, cangalha, tatuquira, entre outros). O mosquito é um inseto que se alimenta de sangue e sua fonte de infecção são os animais silvestres, principalmente os roedores e marsupiais.



