Aumentam casos de dengue no Paraná
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - A Secretaria de Estado da Saúde confirmou 27 novos casos de dengue no Estado na última semana, totalizando 90 pessoas infectadas desde o começo do ano até o dia 12. O número de casos é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (138), mas as autoridades sanitárias estão preocupadas com a possibilidade de novas ocorrências de dengue nas pessoas que passaram o feriado de Carnaval em outros estados.
A estratégia da Secretaria da Saúde para alertar a população sobre a dengue é utilizar o programa Telecidadão. A expectativa é que os atendentes efetuem 3 mil ligações por dia, explicando à população medidas preventivas. A campanha deve ser contínua.
Do total de casos de dengue registrados no Paraná, 69 (80%) são importados, ou seja, de pessoas que foram infectadas em outros estados. Outras 19 pessoas foram contaminadas no próprio município (casos autóctones) e dois casos ainda estão sendo investigados. Os municípios que registraram maior número de ocorrência são Curitiba (22), Foz do Iguaçu (14) e Maringá (6). Os municípios também atuam localmente no combate à doença. Até o dia 18, equipes da Secretaria da Saúde de Curitiba estão fazendo plantão na Rodoferroviária distribuindo folhetos e orientando os viajantes.
Os casos autóctones ocorreram em Foz do Iguaçu (10), Umuarama, Maringá, Doutor Camargo, Londrina, Rolândia, Tamarana e Cambé, com uma pessoa infectada em cada. Essas e outras localidades, em um total de 38 municípios do Paraná, receberam incremento na infra-estrutura para diminuir a incidência da dengue, por serem consideradas áreas de maior risco pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa). O órgão disponibilizou 33 automóveis para esses locais, que vão ser atendidos por outros 2,2 mil agentes comunitários.
De acordo com o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria da Saúde, Antônio Carlos Setti, os agentes de saúde em todo o Estado estão reforçando as explicações à população. As pessoas, principalmente as que se deslocaram a outros estados no Carnaval, precisam estar atentos aos sintomas, relatou. Segundo ele, geralmente os sintomas se manifestam cinco ou seis dias após a picada do Aedes aegypti, transmissor da doença. A doença se manifesta como uma gripe, com febre alta repentina, dores no corpo e dor no fundo do olho, relatou.
Para Setti, a possibilidade de ocorrer um surto no Estado é muito pequena. Basta se impedir a existência de locais que formem criadouros para o mosquito da dengue, como latas e pneus que acumulem água parada, observou. Segundo ele, há 9 mil agentes comunitários e entre 800 a 900 equipes de saúde da família em todo o Paraná trabalhando no combate à dengue.


