Aumentam as reclamações para troca de lâmpadas
Desde que a Prefeitura assumiu a manutenção da rede iluminação pública em Londrina, o número de reclamações aumentou em 25%.
Do dia 1º de fevereiro até ontem a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) recebeu 543 reclamações de postes sem iluminação, uma média de 50 pedidos de conserto por dia. Antes, de acordo com estatísticas da Companhia, a média de reclamações era de 40 por dia.
A demora no atendimento também é maior. Enquanto a Copel tem capacidade para atender uma reclamação em no máximo seis horas, a equipe da Prefeitura chega a demorar dias. É o caso da luminária da esquina das ruas João XXIII com Campo Mourão, no jardim Santo Antônio (zona oeste). Segundo a moradora Mercedes Lázaro, a lâmpada ficou queimada por cinco ou seis dias. Liguei tanto para a Prefeitura como para a Copel, diz Mercedes. Nem sei quem consertou.
Segundo o secretário de Obras, José Righi de Oliveira, a Prefeitura tem trocado de 60 a 80 lâmpadas por dia. As trocas na Copel ficavam entre 70 e 100 por dia. O superintendente da Copel, engenheiro Elmar Lopes, considera satisfatório o desempenho da Prefeitura, diante da falta de estrutura para fazer a manutenção.
O trabalho deve continuar sendo feito pela Prefeitura no mínimo por mais um mês, até que a Câmara de Vereadores vote - e aprove - o projeto de lei que estipula a transferência do patrimônio da iluminação para a Copel. Assim, a Copel volta a assumir a manutenção, sem que a Prefeitura precise licitar o serviço, conforme determina o Tribunal de Contas do Paraná.
Esta é a segunda vez que as 368 prefeituras do Paraná assumem a manutenção da rede de iluminação por ordem do Tribunal de Contas. A primeira interrupção do serviço pela Copel ocorreu em 31 de dezembro de 95, quando venceu o prazo inicial dado pelo TC para que o serviço fosse licitado. A decisão do Tribunal foi anunciada em setembro, depois de dez anos em que a Copel vinha prestando o serviço através de um acordo com os municípios.
O secretário de Obras afirma que o projeto de lei deve ser apreciado nas primeiras sessões da Câmara. Segundo ele, a Câmara requisitou - e ele pediu à Copel - o parecer do TC e a portaria do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) que autoriza a transferência do patrimônio.
Até 1º de fevereiro, quando o serviço era executado pela Copel, o município gastava entre R$ 250 mil e R$ 260 mil mensais com o consumo de energia. Righi de Oliveira afirma que, se o serviço fosse licitado, sairia mais caro. O superintendente da Copel afirma que, com a transferência do patrimônio, as prefeituras não precisarão pagar pela manutenção da iluminação.
A vantagem do acordo para a Copel, segundo Lopes, é o fim do desperdício. Ele afirma que muitas prefeituras, principalmente as pequenas, chegam a colocar 10 vezes mais luminárias do que o necessário. Ele afirma que isso não ocorre em Londrina. Passando totalmente a responsabilidade para a Copel, Lopes afirma que haverá uma conservação de energia.





