Aumenta tempo médio de aleitamento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de agosto de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O tempo médio de aleitamento materno no Brasil aumentou um mês e meio, passando de 296 dias (9 meses e 26 dias) em 1999 para 342 dias (11 meses e 12 dias) em 2008. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde feito em todas as capitais, no Distrito Federal e em outros 239 municípios e que reuniu informações de 118 mil crianças. Em Curitiba, o tempo passou de 222 dias para 301 no mesmo período.
O estudo também revelou um aumento do índice de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) em crianças menores de quatro meses, quando a criança recebe somente leite materno, sem ingerir outros líquidos ou alimentos. Em 1999, era de 35% e passou para 52% em 2008. Em Curitiba, o percentual saltou de 40,5% para 56,6%. Em Londrina, era de 83% em 2008.
As informações fazem parte da 2 Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal (PPAM), divulgada ontem durante a Semana Mundial de Amamentação. Em Curitiba a semana é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Hospital de Clínicas. Até sexta-feira, na Boca Maldita, será distribuído material informativo sobre o assunto.
A melhora nos índices de aleitamento pode ser percebida também no índice de crianças que foram amamentadas na primeira hora de vida. Do total de crianças analisadas, 67,7% mamaram nesse período. Em Curitiba o percentual chega a 71,2% e em Londrina a 73%.
Esses resultados estão associados ao grau de desenvolvimento de cada região. ''Os Estados do Norte, que têm muita população indígena não têm a cultura da AME, mas as mães indígenas amamentam por mais tempo. Nos locais mais desenvolvidos, amamenta-se menos'', afirma Elsa Giugliani, do MS.
Segundo o MS, o aumento do tempo de aleitamento ocorreu em função de vários fatores como as campanhas de incentivo, promoção de cursos e aumento no número de bancos de leite humanos.


