Londrina - O morador de rua Bruno Kaíco Xavier de Aquino, de 22 anos, afirma ter dificuldades para conseguir vaga em casas de acolhimento. "Muitas vezes essas entidades dão prioridade para pessoas que são de fora da cidade e a gente que é daqui acaba sendo excluído."
A diretora de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Nívea Maria Polezer, destacou que o encaminhamento obedece critérios técnicos e não há discriminação. Segundo ela, a pasta tem observado um aumento da demanda para as casas de acolhimento em função dos fluxos migratórios de outros estados. "Muitas pessoas que vieram trabalhar na construção civil permaneceu na cidade mesmo depois da obra ter sio concluída", ressaltou.
Os dados de atendimento do Centro POP e da equipe de Abordagem Social indicam que tem ocorrido o aumento do número de pessoas que chegam à cidade sem referência familiar e sem perspectivas de emprego. "Outro fenômeno é a chegada de pessoas de outros países em busca de trabalho." Esses serviços da rede governamental atendem, em média, 287 pessoas em situação de rua por mês no Centro POP e 224 pessoas mensalmente no Serviço de Abordagem Social. (V.O.)

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