Conscientes da necessidade de conservar o meio ambiente ou simplesmente preocupados com a possibilidade de uma multa, muitas pessoas têm procurado o Viveiro de Mudas da Prefeitura de Londrina. Em média, entre 20 e 30 pessoas têm procurado o viveiro diariamente, levando de uma a duas mudas cada, dependendo do tamanho do terreno.
Por enquanto, a Secretaria Municipal do Ambiente está fazendo apenas a fiscalização na Área Central, onde o manejo de várias árvores é mais urgente. Segundo o secretário Gerson da Silva, no quadrilátero central serão retiradas árvores que estão comprometidas e colocadas outras espécies mais resistentes. As principais substituições são feitas em ruas onde predomina o comércio. ''Mas chegaremos aos bairros onde os moradores também poderão ser multados'', avisa.
Até agora foram emitidas 250 notificações na Região Central, com aplicação de 49 autos de infração, ainda sem definição dos valores das multas. Os casos serão analisados com base no Código de Postura do Município. Os notificados têm prazo de 15 dias para apresentar defesa e terão que adquirir as plantas em viveiros particulares. ''Nenhuma pessoa notificada terá autorização para a retirada de mudas no viveiro'', diz o secretário. A Sema não se opõe à colocação de publicidade dos viveiros particulares nos cercados que protegem as mudas. ''Só queremos que a lei seja cumprida e as árvores terão que ser plantadas'', afirma Silva.
Aplicado o auto de infração, os notificados têm prazo de sete dias para apresentar recurso, que será avaliado pela Sema. As multas variam entre R$ 35,00 e R$ 1,4 mil. As pessoas notificadas terão ainda um prazo de dez dias para se defender. ''Se não atenderem o pedido, serão novamente notificadas e uma equipe da Sema vai ao local, quebra a calçada e faz plantio. Nosso interesse não é multar. Queremos que as pessoas se conscientizem e obedeçam as normas, fazendo o plantio''.
O Plano Diretor do Município que está tendo a legislação discutida já contempla as diretrizes para o Plano de Arborização Urbana em Londrina. Entre as normas, estão a biodiversidade das espécies e o plantio de árvores em fundos de vale, que estarão substituindo as falhas de plantio. ''Precisamos chegar antes que as árvores condenadas caiam'', explica.

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