Aumenta o número de suicídios
Para a fonoaudióloga e psicopedagoga Pollyanna Bernardino Aranda, a preocupação das escolas com o bullying vem crescendo em razão do aumento do número de suicídios praticados por vítimas desse tipo de intimidação. "Em geral, as pessoas que cometem suicídio são crianças que não são só gordinhas, ou muito altas ou muito magras. São crianças que têm transtorno de ansiedade ou depressão e se tornam suscetíveis ao suicídio. Esses casos são os mais graves hoje em dia."
Um estudo feito pela Ark of Hope for Children, organização fundada nos Estados Unidos para apoiar crianças vítimas de violência, aponta que 30% dos estudantes norte-americanos praticam ou são vítimas de bullying. O mesmo estudo revela que o suicídio é a principal causa de morte entre jovens, chegando a 4,4 mil casos ao ano. Para cada suicídio registrado, afirma a organização, há pelo menos outras 100 tentativas, o que totalizaria 440 mil em um único ano.
Um outro estudo feito na Inglaterra constatou que ao menos metade dos suicídios entre jovens tem relação com o bullying, sendo as meninas de 10 a 14 anos as mais suscetíveis a acabar com a própria vida.
Pollyanna acredita que o combate ao bullying passa pela orientação escolar e com a família. "A gente faz a orientação para evitar o atrito dos pais da vítima com os pais dos coleguinhas e também orienta a criança que sofre bullying, para ela entender que pode passar por uma situação constrangedora e que a vida dela vai continuar. Ressaltamos as características positivas individuais. Assim, ela aprende a lidar com a situação para não chegar ao extremo e não cometer suicídio."(S.S.)





