Aumenta o número de afogamentos no Estado
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sábado, 20 de janeiro de 2007
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O uso negligente e imprudente do ambiente aquático é o maior motivo das mortes por afogamento. A maior incidência deste tipo de acidente está nas represas, rios de pescadores e cavas, que possuem o fundo irregular e não são assistidos pelo trabalho dos guarda-vidas. As vítimas são pessoas jovens, entre 12 e 35 anos, e do sexo masculino, geralmente.
O perfil dos afogamentos no Estado é traçado pelo Corpo de Bombeiros (CB), que observa um crescimento no número de ocorrências neste verão. Até agora morreram 45 pessoas por afogamento no Paraná. Foram registrados pelo Corpo de Bombeiros, desde 20 de dezembro de 2006 - início da Operação Viva o Verão -, 10 afogamentos no Litoral, 11 na Região Metropolitana de Curitiba e 24 no interior do Estado.
''As pessoas que tomam banho em rios, cavas e represas de fundo irregular, podem se desesperar quando o chão foge de seus pés. Já na orla oceânica a pessoa afunda gradativamente e conta com a assistência de Guarda-Vidas'', explica o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do CB, acrescentando que só no final de semana passado, três pessoas morreram afogadas em cavas e rios nos municípios de Pinhais, Cerro Azul e Fazenda Rio Grande, todos na RMC.
Comparando com o mesmo período da temporada passada, até agora já morreram o dobro de pessoas no Litoral do Estado. O Corpo de Bombeiros registrou dez afogamentos, enquanto que, na temporada 2005/2006, foram notificados cinco e até o final da Operação Viva o Verão, em março de 2005, o total foi de 13 óbitos. A corporação não encontrou uma causa específica para o aumento de mortes, apenas observa que, na festa de Reveillon, houve um crescimento considerável de veranistas nas praias. A Polícia Militar calculou que cerca de dois milhões de pessoas circularam no Litoral, no fim de ano, 500 mil a mais do que na temporada anterior.
Das mortes ocorridas no Litoral, apenas cinco aconteceram no mar, enquanto que o restante em rios, trapiches e baía.
O Corpo de Bombeiros já realizou 213 operações com embarcações neste verão. Na última, no dia 16 deste mês, dois rapazes londrinenses foram resgatados da Ilha do Farol, nas proximidades da Praia Mansa, em Caiobá. Segundo a corporação, os jovens estavam há uma semana no Litoral e teriam atravessado, a pé, até a ilha para pescar. ''Por não conhecerem a tábua das marés, que mostra os horários que ocorrem enchentes e vazantes, eles ficaram ilhados'', contou o tenente Leonardo dos Santos.


