Londrina – O número de crianças com necessidades educacionais especiais aumentou na rede municipal. Neste ano, 714 alunos serão atendidos nas escolas de Londrina, 64 a mais que no ano passado. De acordo com a Secretaria de Educação, a qualificação dos professores e a adaptação das estruturas físicas têm atraído os pais que passaram a apostar nas mudanças adotadas na rede.
A gerente Educacional de Apoio Especializado da secretaria, Cristiane Sola, explica que o trabalho de inclusão é realizado com turmas da Educação Infantil (EI6) até o 5º ano do Ensino Fundamental. Alunos com deficiência física ou intelectual ou que possuem deficits de aprendizagem convivem normalmente com as outras crianças, mas são atendidas de forma individual. "São feitas adaptações pedagógicas respeitando as características de cada estudante", destaca Cristiane.
Os alunos passam por uma avaliação com profissionais qualificados e as orientações específicas são repassadas à equipe pedagógica. Boa parte das crianças passa a frequentar as chamadas salas multifuncionais no contraturno escolar. "Lá os estudantes utilizam lupas eletrônicas, soroban (ábaco de contagem para deficiente visual), monitores de computador com caracteres ampliados e jogos adaptados. Os materiais foram enviados pelo Ministério da Educação", conta a gerente educacional.
As salas começaram a ser implantados em 2006. Hoje, 35 escolas espalhadas pela cidade e uma no Distrito de Lerroville (zona sul) oferecem o atendimento.
Do total de alunos com necessidades especiais, 571 utilizam os recursos multifuncionais. Para os casos mais graves, o atendimento também é ofertado em parceria com outras seis instituições (Apae, APS Down, Associação Flávia Cristina, Centro Ocupacional de Londrina, Ilece e Iles). "Casos relacionados a deficiência psicomotora grave e transtornos globais de desenvolvimento com alta especificidade são encaminhados para outros profissionais qualificados. Precisamos deles. A coexistência das escolas especiais é muito importante", garante Cristiane. As instituições recebem recursos municipais para ajudar na manutenção dos atendimentos.
A meta estabelecida pela Secretaria Municipal de Educação para 2016 deve ser atingida em breve. "Nós já vamos ter que alterar esse quadro. A intenção era chegar a 733 alunos matriculados na rede daqui a dois anos", destaca a gerente educacional.

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