Aumenta número de reclamações sobre trânsito
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os agentes municipais de trânsito ganharam um ''reforço'' importante para combater as infrações ocorridas nas ruas de Londrina. O número de queixas recebidas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) aumentou 46,15% nos primeiros três meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2008. No total foram 1.064 reclamações, contra 728 registradas no ano passado.
As reclamações mais comuns são referentes a estacionamento irregular, tanto em áreas reservadas para carga e descarga quanto em fila dupla e em guias rebaixadas. Este tipo de comportamento prejudica ainda mais o fluxo, em especial numa época em que a frota da cidade cresceu de 235 mil para 250 mil veículos.
De acordo com o Diretor de Trânsito da CMTU, Sérgio Dalbem, a implantação de serviços como o ''Fala Cidadão'', da Prefeitura de Londrina, contribuiu com o aumento do número de reclamações. As queixas são recebidas principalmente por telefone. O interessado em entrar em contato tem três opções: contatar a diretoria de Trânsito da CMTU através do 3339-5005 ou ligar para o Fala Cidadão, pelos telefones 3372-4238 e 156.
''O cidadão está chegando à conclusão que as infrações, como o estacionamento irregular, atrapalham o trânsito e, como as ruas de Londrina estreitas, o tráfego só tem como fluir com a participação e colaboração dos motoristas'', salientou Dalbem.
Para o produtor cultural Edward Robson Rodrigues, 43 anos, uma adequação simples seria suficiente para melhorar o fluxo de veículos pelas ruas de Londrina: o ajuste no tempo do sinal vermelho, considerado excessivo em muitos cruzamentos.
''Tanto para o pedestre quanto para o motorista o tempo de sinal aberto é muito curto e acaba dificultando o trânsito'', opina. Rodrigues também aponta os motociclistas como responsáveis por problemas no tráfego, em especial quando não respeitam os carros e pedestres e usam ''corredores'' para circular com mais rapidez.
Ainda assim, ele opina que as autoridades exageram quando o assunto é a penalização. ''A multa por motivos graves é correta. O que não pode é multar o motorista por pequenos atrasos na Zona Azul, por exemplo'', declarou.
A falta de conscientização dos motoristas é apontada como o principal problema pelo pintor José Luiz Pereira, 60. Com experiência de 35 anos ao volante e sem nenhuma multa no prontuário, ele acredita que a solução depende do respeito de cada um. ''Falta responsabilidade. É muito comum os motoristas avançarem o sinal vermelho. A punição tinha que ser até mais severa'', comenta.
Segundo Sérgio Dalbem, os próprios empresários e funcionários do comércio podem colaborar. ''Se quem trabalha no Centro se conscientizasse e passasse a usar meios de transporte alternativo como o ônibus ou a bicicleta seria possível livrar mais vagas de estacionamento para os clientes e assim agilizar o fluxo do veículos na região'', sugeriu.


