Curitiba O número de mortes nas estradas do Paraná durante o feriado de Carnaval foi 72,2% maior que em 2003. Este ano foram registrados 31 mortes contra 18 no ano passado. Os números são referentes às operações Carnaval da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que acabou à meia-noite de terça-feira e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que encerraria a operação à meia-noite de ontem. Por outro lado, o número total de acidentes nas estradas paranaenses caiu 17% (346 em 2004 contra 417 em 2003) e o de feridos diminuiu em 10% (311 em 2004 contra 343 em 2003).
A maior parte das mortes foi registrada nas rodovias estaduais (28 óbitos este ano contra 11 em 2003). O pior acidente foi em Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava), na BR-487, na última sexta-feira, quando morreram seis pessoas. A PRF registrou três óbitos (contra sete no ano passado), sendo que dois deles aconteceram na manhã de ontem, quando dois caminhões colidiram de frente. Uma moto também foi envolvida. Morreram um dos motoristas do caminhão, José Soares, 44 anos, e o motociclista, Ionilson José Jorge, 35 anos.
Apesar do saldo violento do Carnaval, as estradas mais movimentadas, a BR-277, que liga Curitiba ao litoral do Estado, e a BR-376, que liga o Paraná à Santa Catarina, não registraram acidentes com vítimas fatais.
Na região de Londrina, a 2 Companhia da Polícia Rodoviária registrou 37 acidentes com 27 feridos e quatro mortes. Segundo a Polícia Rodoviária, 10 ocorrências ocorreram nos dois primeiros dias da operação, 20 e 21 de fevereiro. Na manhã de ontem, a situação nas estradas no Norte do Estado já era considerada tranquila.
De acordo com dados da 2º Companhia, o número de acidentes teve uma redução de 24%, em relação ao mesmo período de 2003, quando foram registrados 42 acidentes. O número de mortes, porém, subiu de um para quatro. De acordo com a polícia, a imprudência dos motoristas ainda é a principal causa de acidentes graves.
A ocorrência de maior gravidade foi uma colisão entre um caminhão da Reserva Indígena do Apucaraninha (de Tamarana) e um ônibus de turismo na PR-445, no último sábado à noite. No acidente, quatro indígenas de uma mesma família morreram e seis ficaram feridos. Márcio Batista Pirae, de 46 anos, Cleonice na Silva Lourenço, 25, e os filhos Lucas dos Santos Pirae, 11, e Cleiton Kren Lourenço, 5, estavam na cabine do caminhão e não resistiram ao choque.
Até o final da manhã de ontem Felipe dos Santos Pirae, 4, permanecia internado na UTI do Hospital Infantil (HI). Segundo a assessoria de imprensa do HI, o quadro do garoto estava evoluindo bem mas ainda inspira cuidados. Nenhum passageiro do ônibus ficou ferido. (Colaborou Camilla Rigi)

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