Aumenta número de leilões de veículos
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
O aumento do poder aquisitivo que resultou no crescimento da frota automobilística no Brasil também tem seus reflexos no número de leilões de veículos apreendidos. Em 2008 o Detran realizou oito leilões e, no ano passado, os 15 leilões renderam R$ 15 milhões. Em 2012 a previsão é de que ocorram 20 deles.
Segundo dados da comissão de leilões do Detran do Paraná, apenas 40% de proprietários buscam a regularização de seus veículos e os retiram dos pátios - os 60% restantes vão a leilão, desde que não haja restrição judicial. O resultado disso é que os 160 pátios dos Detrans no Paraná estão cada vez mais abarrotados, mesmo com o aumento do número de leilões. Cerca de 60% dos veículos são motocicletas. Entre os principais motivos das apreensões está o atraso de pagamento de impostos, como IPVA.
O presidente da comissão de leilões do Detran, Luciano Humberto Prestes, afirma que a situação dos pátios é reflexo do aumento de apreensões. ''Temos feito uma quantidade maior de leilões, mas as apreensões estão aumentando de uma maneira que os pátios permanecem sempre lotados e não sei até onde isso vai'', relata, informando que não tinha em mãos dados sobre apreensões.
Embora a legislação permita que os veículos sejam leiloados depois de 90 dias de apreensão, a média de permanência no pátio é de 120 dias. Todos os carros e motos leiloados são apreendidos por órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito. São leiloados apenas veículos que não possuem bloqueios judiciais ou restrições policiais. ''Além do prazo de 90 dias, existem intervalos entre um leilão e outro que fazem com que o tempo de permanência no pátio aumente'', explica Prestes.
Capacidade
Segundo o chefe da 12 Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Londrina, Márcio Sandoval, os 8 mil metros quadrados do pátio em Londrina abrigam cerca de mil veículos apreendidos. ''Isso equivale a 80% da capacidade do local'', destaca.
Ele afirma que até o ano passado a cidade realizava dois leilões anuais, mas espera que o número dobre em 2012. ''Não tem nada certo ainda, mas se aumentarem para quatro leilões, eles ajudarão a desafogar o local'', afirma. Sandoval relata que existem veículos que estão no pátio há 12 anos em função de bloqueio judicial. O principal fator para as apreensões em Londrina é a falta de pagamento de impostos.
Em Curitiba a quantidade de carros na 1 Ciretran também é de aproximadamente mil veículos, segundo Prestes. Ele explica que as principais infrações que resultaram no recolhimento desses veículos são a falta de pagamento das taxas de licenciamento e seguro e as condições dos veículos, seja na falta de algum equipamento obrigatório de segurança ou na alteração de característica do veículo - como acontece nos veículos rebaixados.
Maringá
Em Maringá (Noroeste), o número de apreensões é alto, mas é minimizado pela dimensão do pátio da 13 Ciretran, que possui 24 mil metros quadrados. Isso faz com que 50% do pátio esteja tomado pelos veículos apreendidos. Ao todo são cerca de 1,5 mil veículos, dos quais 110 são motocicletas e 400 veículos de passeio. ''A cada 10 veículos que apreendemos, 20% são deixados pelos proprietários'', relata o capitão Ideval de Oliveira, chefe da Ciretran de Maringá.
Ele afirma que muitos deixam acumular as dívidas com multas, falta de pagamento do licenciamento dos veículos, taxa de remoção e a diária no pátio da Ciretran e acabam desistindo de resgatá-los. Ele explica que os veículos furtados são encaminhados ao pátio da Polícia Civil.


