O número de acidentes no perímetro urbano de Londrina continua crescendo. Entre os dias 28 de março e 3 de abril foram registrados 75 acidentes, sendo 26 com vítimas. Em nenhum dos acidentes houve mortes. O pico foi registrado anteontem quando, em 24 horas, a Companhia de Trânsito (Ciatran) atendeu 26 ocorrências. A média diária é de 16 colisões. No mês passado, a média foi de 14 acidentes por dia. A faixa etária mais envolvida em acidentes está entre 25 e 34 anos.
O aspirante Marcelo Barros do Nascimento, da Ciatran, explica que a maioria dos acidentes acontece na área central da cidade, principalmente nas avenidas Leste-Oeste, JK e Higienópolis, onde existe um maior fluxo de veículos. Os acidentes também estão relacionados aos horários de pico, no início da manhã e no final da tarde, e em locais com menos luminosidade.
Outro dado que chama atenção é que grande parte das colisões acontece em vias com semáforos. O aspirante afirma que a desatenção de motoristas e pedestres resultam em acidentes nesses locais. ''É muito comum ocorrer colisão traseira nos semáforos. O motorista que está na frente pára, o que vem atrás não percebe e acaba colidindo. Em algumas vezes, são os pedestres que não respeitam a sinalização e obrigam o condutor a fazer manobras que resultam em acidentes'', frisa.
Segundo o policial, durante o período da Exposição Agropecuária também aumentam os acidentes na avenida Tiradentes, próximo ao Parque Ney Braga. No primeiro dia do evento, quinta-feira, foram registradas duas colisões naquela região. ''Para as pessoas que vão para a exposição, aconselhamos a ter paciência, sair com antecedência e não se irritar com o tráfego lento'', observa.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Junior, acredita que o elevado número de acidentes em Londrina é resultado da frota de veículos, que no ano passado chegou à marca de 171 mil carros. Ele completa que 2002 apresentou um crescimento de 7,2 mil veículos, se comparado ao ano anterior. Este ano a média de crescimento vem sendo de 500 veículos por mês. ''Uma alternativa é incentivar a população a utilizar o transporte coletivo'', diz.
Grotti ressalta que a melhor solução para amenizar os problemas do trânsito local é desenvolver um novo planejamento viário, algo que vem sendo preparado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL). Ele afirma que alguns projetos implantados nos últimos anos causaram polêmica, mas foram necessários. ''As pessoas cobram soluções para o trânsito, mas quando o poder público toma as medidas eles reclamam'', comenta.
Grotti entende que existe uma relação entre colisões e o comportamento do motorista no trânsito. Para ele, aqueles condutores que respeitam a legislação e a sinalização dificilmente estão envolvidos em colisões. Segundo ele, o uso do celular está entre as cinco maiores infrações no trânsito.

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