Curitiba - O número de acidentes de trabalho registrados no Brasil tem aumentado sistematicamente nos últimos seis anos. O dado é da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), que processa as informações provenientes dos postos de benefícios, com base na Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), registros feitos pelo Ministério da Previdência Social. A estatística abrange somente os empregados registrados em carteira, excluíndo os trabalhadores informais e estatutários.
O número, incluindo acidentes típicos, de trajeto e doenças, reflete uma maior conscientização das empresas ao notificar os acidentes e ajustes na legislação obrigando as empresas a fazer o registro. Em 2000, o país tinha 26 milhões de trabalhadores e registrou 363.868 acidentes de trabalho. Em 2006, com 35 milhões de trabalhadores, foram registrados 503.890, ou seja, houve incremento de 34,03% no número de trabalhadores, enquanto que o número de acidentes cresceu 38,48%.
No Paraná, o levantamento oficial mostra que foram 36.995 acidentes em 2006, para um total de 2.251.290. No Estado, o setor agrícola tem, proporcionalmente ao número de trabalhadores, o maior número de acidentes e de mortes. A indústria extrativa mineral e a da transformação seguem na segunda e terceira posição.
Segundo Alexandre Gusmão, promotor da Prevensul, uma feira de saúde, segurança e higiene no trabalho que termina hoje em Curitiba, as empresas ainda não perceberam que é mais vantajoso investir em prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, do que pagar a conta após o incidente. ''Para cada R$ 1,00 investido em prevenção de acidentes há uma economia de R$ 4,00 para a empresa porque existe um aumento na produtividade e qualidade do serviço, evita traumas psicológicos, custos de indenização e a empresa não corre o risco de ter a sua imagem prejudicada''.
Existem medidas de prevenção para os vários tipos de problemas encontrados nos ambientes de trabalho. Durante a feira Prevensul, uma simulação de resgate em altura demonstrou que, com preparo e equipamentos corretor, é possível salvar um trabalhador em situação de perigo em menos de 15 minutos. No caso, o participante da simulação utilizou um cinturão de segurança, que foi fundamental para evitar uma queda que poderia ser fatal.

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