Aumenta movimento no pronto-socorro
O movimento no pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) durante a noite de quinta-feira e a manhã de ontem já foi maior que nos dias anteriores, em função da abertura dos portões por decisão judicial, na manhã de anteontem. A orientação aos pacientes que vinha sendo feita pelo comando local de greve foi suspensa e a possibilidade de aumento gradativo no movimento de pacientes preocupa residentes e médicos do hospital.
De acordo com os residentes Juliano Plastina e Rodrigo Oliveira, do Pronto-Socorro Cirúrgico (PSC), ainda não deu para sentir muita diferença no movimento, já que o setor não parou de atender durante a greve. No Pronto-Socorro Médico (PSM) a situação é mais delicada. Vínhamos antendendo uma média de dez a 15 pacientes por dia, desde o início da greve. Só ontem, das 15 às 19 horas, foram feitas dez fichas, explicou a residente Ana Sílvia Machado. Na manhã de ontem também foram feitos dez atendimentos no PSM.
A maior dificuldade, segundo Ana Sílvia, é que os pacientes que precisam de internamento têm sido colocados em boxes de atendimento, já que foi proibido o uso de macas no corredor do hospital e o uso da enfermaria do piso superior. Por enquanto a situação está sob controle porque o movimento ainda não está muito grande. Mas se não forem liberados mais leitos e o número de pacientes aumentar, estaremos perdidos.
O diretor superintendente do HU/HC, Cláudio Camacho, confirmou que há leitos vagos, mas o uso das macas e da enfermaria para internações não foi liberado porque não há funcionários suficientes para atender os pacientes. Ele espera solucionar o problema a partir de segunda-feira.
Em relação ao HC, Camacho antecipou que pretende reabri-lo à comunidade num prazo de 15 dias. Nesse tempo, será feita a limpeza geral do prédio e checagem das máquinas e equipamentos.
Assim como os grevistas, Camacho também pediu para que as pessoas não procurem o HU nos próximos dias. (Colaborou Luciano Augusto)





