Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira), realizado entre os dias 23 e 27 de março em Londrina, aponta um índice de 1,4% da presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. O número foi divulgado ontem pela Secretaria de Saúde e é o dobro do registrado no último Lira, realizado em janeiro - 0,7% da presença do mosquito. Segundo a diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde da Secretaria de Saúde, Sônia Fernandes, o tempo chuvoso dos últimos meses contribuiu para o resultado.
Os locais com maior incidência de focos do mosquito, desta vez, foram os recipientes plásticos, garrafas e latas jogadas em quintais, terrenos baldios ou fundos de vale, com 43% das ocorrências. O extrato número 2, que abrange os jardins São Lourenço, Santa Joana, São Marcos, Cristo Rei, Roseira, Vale Azul, Parque das Indústrias e Ouro Branco (Zona Sul) apresentou índice de 2%, o menor entre todos os extratos. O que apresentou o maior índice de infestação do Aedes aegypti foi o 18, que abrange as vilas Recreio, Marísia, Casoni, jardins Castelo, Pindorama e o Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa, na Área Central. Lá o índice foi de 3,4%.
A Secretaria de Saúde registrou neste ano 40 casos positivos de dengue. Todos os casos são autóctones, ou seja, contraídos na própria cidade. Das 1.400 notificações, 542 foram descartados e 818 estão em andamento. A Zona Sul apresentou 13 casos da doença, seguida pela Zona Oeste, com nove. Em seguida vêm as zonas Leste, com oito; Norte, com quatro; Central, com quatro; e a Área Rural, com dois casos.

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