Aumenta incidência de aranha marrom
A elevação da temperatura favorece o aparecimento da aranha marrom, que nos dias frios permanece na toca. Somente neste ano, foram registrados cerca de mil acidentes com o aracnídeo em Curitiba. Apesar de o número de casos ser menor que o registrado no ano passado - foram cerca de 1,9 mil casos na capital - a Secretaria Municipal de Saúde alerta para a necessidade de prevenir esse tipo de acidente. Cerca de 90% dos casos ocorrem com aranhas escondidas em roupas e 8% durante o sono - o que sugere inspeções constantes também nas roupas de cama.
Segundo a médica Marlene Entres - que trabalha na área de toxicologia clínica há 12 anos - os acidentes crescem a partir de setembro. Em julho, quando a incidência é menor, são registrados de um a três acidentes com aranha marrom por semana, número que pode chegar a dez casos por dia na época mais quente do ano. Atualmente, são registrados cerca de quatro casos por dia. Um estudo está sendo feito para identificar por que há maior número de acidentes com aranha marrom em certos bairros, como Xaxim, Boqueirão, Vila Hauer e Santa Felicidade. As causas não estão comprovadas, mas acreditamos que a maior incidência pode estar relacionada a fatores ambientais ou às características das casas.
As aranhas costumam se esconder atrás de quadros, em frestas, armários, entre livros e outros objetos pouco remexidos, alerta Marlene. Eliminar teias de aranha, manter a casa ventilada e limpar bem os móveis encostados nas paredes são algumas medidas que ajudam a afastar o aracnídeo. A inspeção e a limpeza devem ser reforçadas ao voltar para casa depois que o imóvel ficou muitos dias fechado, como no período de férias.
Não é aconselhável, entretanto, a aplicação de inseticidas e outros venenos na tentativa de livrar-se das aranhas, que não morrem com este tipo de preparado. O efeito pode ser contrário porque o cheiro desses produtos fará as aranhas saírem de seus esconderijos todas ao mesmo tempo, aumentando a possibilidade de acidentes, alerta Marlene.
Assistência - Quanto mais cedo for diagnosticado o acidente com a aranha marrom, menores são as chances de surgirem problemas de saúde mais sérios. Na maioria dos casos, a pessoa não sente a picada da aranha. Sintomas como dor de cabeça, náusea, vômito, febre, dor e queimação na área picada - onde a pele normalmente fica escura - aparecem entre oito e 12 horas depois do acidente.
Apenas 5% dos casos evoluem para quadros mais graves, e precisam ser tratados com soro específico. Algumas consequências são destruição dos glóbulos vermelhos e insuficiência renal. As pessoas que tiverem dúvidas sobre a necessidade ou não de procurar atendimento podem ser orientadas pelo telefone 148, do Centro de Informações Toxicológicas. Os postos de saúde 24 Horas da prefeitura estão aptos a diagnosticar e medicar casos de picadas de aranha marrom.





