Aumenta a fiscalização sobre carne para consumo
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Vânia Moreira Umuarama 
A alta incidência de cisticercose e o aparecimento de um caso de tuberculose bovina no matadouro de Umuarama preocupam as autoridades sanitárias do município. As secretarias municipais de Saúde e de Agricultura estão intensificando a fiscalização sobre a carne consumida e o controle de doenças. Anteontem, o Serviço Municipal de Inspeção (SIM) condenou e mandou enterrar 13 bois abatidos que estavam com tuberculose.
Antes disso, o SIM já havia constatado um aumento dos casos de cisticercose bovina. A contaminação dos animais é atribuída principalmente à presença humana nas lavouras de cana-de-açúcar. Portadores da tênia ou solitária defecam no solo e acabam contaminando águas, pastagens e os animais. A cisticercose é causada pela larva da solitária.
Segundo a veterinária do SIM, Francismar Peres Ortega, o abatedouro da Associação dos Açougueiros de Umuarama tem registrado entre quatro a sete casos de cisticercose bovina por mês. O matadouro abate entre 400 a 700 cabeças/mês e abastece a maioria dos açougues de Umuarama.
Sempre que aparecem animais contaminados, funcionários da Secretaria de Saúde visitam as propriedades rurais, orientam os moradores e distribuem vermífugos.
Quanto aos trabalhadores volantes, o serviço de epidemiologia tem orientado os fazendeiros a fornecer medicamentos aos empregados para combater a solitária e controlar a contaminação. Ao ingerir os cisticercos bovinos, o homem desenvolve o verme adulto. Já a cisticercose é adquirida ingerindo os ovos da tênia, geralmente presentes na água e em alimentos contaminados por fezes humanas. O homem desenvolve a forma mais grave da doença, a neurocisticercose. Os cisticercos se instalam no cérebro e podem provocar inúmeros distúrbios mentais e até a morte.


