Aulas retomadas com reforço na segurança
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quinta-feira, 06 de março de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Alunos e professores retomaram ontem as aulas na Escola Municipal Maria Cândido Peixoto Salles, no Jardim Santa Fé, zona leste de Londina. Os funcionários continuam apreensivos após o ato de vandalismo ocorrido no dia 28 de fevereiro, quando um grupo de adolescentes teria atirado um artefato com fogo. As chamas se espalharam rapidamente pelas cortinas de uma das salas de aula e danificaram mochilas e cadernos de, pelo menos, três alunos. O fato ocorreu no intervalo e ninguém ficou ferido.
Uma semana após a ação dos vândalos, a secretaria municipal de Educação reforçou a segurança com guardas municipais e um vigilante particular durante 12 horas diárias. A Patrulha Escolar também intensificará os trabalhos nos próximos dias.
Além disso, a secretaria decidiu realizar uma intervenção parcial na instituição, que prevê medidas para garantir a segurança de professores e alunos, melhorar a estrutura física e auxiliar os trabalhos pedagógicos. (leia mais nesta página).
Além da falta de segurança, a ocorrência serviu de alerta para uma série de problemas registrados na escola. Extintores vencidos, telhas e vidros quebrados e infiltrações foram alguns dos itens citados pelos servidores.
A funcionária que conseguiu apagar as chamas preferiu não se identificar, mas conta que se assustou quando soube que o extintor utilizado estava vencido. "Por sorte ele funcionou, mas e se não tivesse funcionado? A direção da escola solicitou a troca do equipamento três vezes, mas não fomos atendidos", afirma.
Telhas quebradas em agosto do ano passado também atrapalham as atividades. Dois computadores do laboratório de informática estão isolados do restante dos equipamentos e uma lona foi colocada para preservar as máquinas. Quando chove, não há aulas no laboratório.
A servidora trabalha há dez anos na escola e relata que muitos funcionários já deixaram o local. "A gente vê muita gente nova que chega e desiste no final do ano por vários motivos, um deles é a insegurança. Mas o que vai ser dessas crianças se todo funcionário desistir da escola? Eu quero ficar", diz emocionada.
Juliana Campos, mãe de um dos alunos, ressalta que o filho de dez anos não ficou com medo de voltar à sala de aula. "A gente fica preocupada. Eu fui correndo pra escola quando vi a fumaça. Ele comentou o assunto no dia, mas não falou mais nada depois", explica.
A escola atende 380 alunos do Ensino Fundamental. Na manhã de ontem, professores utilizaram a reportagem da FOLHA para conversar com as crianças sobre o ato de vandalismo. Eles também lembraram a importância da participação da comunidade na preservação da escola.
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