Apesar de considerarem justa as reivindicações do movimento de greve, alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não escondem a preocupação com o término do ano letivo. Luciana dos Santos Guassu está no último ano de Educação Artística e, mesmo com a greve, continua preparando o trabalho de conclusão de curso. Na opinião dela, era preciso alguma forma de reivindicação por parte dos professores. A estudante não acredita que sofram prejuízos pelos dias parados. Entretanto, Luciana teme que quando as aulas retornarem, os professores façam cobranças exageradas. A apreensão, para ela, não é apenas dos alunos da UEL, mas também dos que se preparam para entrar na universidade.
O aluno do 2º ano de Veterinária Hugo Carlos Diniz Moraes, que mora em Arapongas (37 km a oeste de Londrina) comenta que mesmo sem aulas precisa manter as despesas com a sua manutenção na cidade, pois precisa garantir o espaço onde mora. Mesmo assim, ele se declara indignado com a indiferença do governo do Estado. ''Não dá para sobreviver com o mesmo salário de seis anos atrás.'' A duração da greve, segundo ele, preocupa pelo tempo que será necessário para repor as aulas perdidas.
Já a estudante Luísa Raizer Barbosa, aprovada em medicina no vestibular de julho, disse que não tem medo de perder a vaga caso o ano letivo são se conclua. ''Eu passei e eles têm que garantir o meu espaço'', resume. (C.G.)

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