A reforma no ensino médio já começou no Paraná. No segundo semestre vão ser implantados no Estado os primeiros cursos técnicos brasileiros em novo formato, que não substituem o ensino médio, mas são realizados após a conclusão deste. Estão definidos cursos para as áreas agrícola, industrial e comercial.
As outras novidades serão adotadas no ano que vem. A maior delas é o formato do currículo do ensino médio, que agora será organizado em três áreas de conhecimento, agrupando todas as disciplinas: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza, matemática e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias.
O tratamento será interdisciplinar, ou seja, uma matéria deverá, sempre que possível, remeter a outra. E as aulas serão contextualizadas, voltando-se para a vida e o interesse dos alunos.
Uma pesquisa feita entre estudantes de Brasília, lembra a chefe do departamento do Ensino Médio da Secretaria da Educação, a professora Tânia Sperry Ribas, indicou química como a disciplina considerada menos útil. ‘‘Se o novo currículo estivesse em prática, a aula de química poderia estudar, por exemplo, bulas de remédios que os alunos conhecem, mostrando que as precauções, indicações e contra-indicações são parte da química’’, exemplifica.
A disciplina português vai se voltar para o desenvolvimento da capacidade de comunicação, a habilidade de falar em público, a utilização de tecnologias de comunicação. As aulas poderão trabalhar as questões de ética, estética e cidadania. E a matemática, com certeza, vai incluir cálculos financeiros, utilizando exemplos do dia a dia dos alunos. ‘‘A preparação para o mercado de trabalho vai permear todos os componentes do currículo’’, explica Tânia.
Mas a maior preocupação das escolas terá de ser a de ensinar o aluno a aprender. ‘‘O que se pretende é formar um cidadão preparado para aprender a aprender, permanentemente. Mesmo saindo da escola ele terá condições de continuar a buscar novos conhecimentos, para que ela não seja o limite da sua informação’’, completa.

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