Francisco Alves Parte dos estudantes supostamente envolvidos com tráfico de drogas deve ser transferida para o período noturno, o que deve trazer a normalidade de volta ao Colégio Estadual Vicente Tomazini, em Francisco Alves (97 km a sudoeste de Umuarama). Por três dias, a maioria dos alunos não foi à escola por medo da violência de uma gangue. A medida foi definida ontem em encontro entre autoridades do município, representantes do colégio, da comunidade e a Promotoria de Justiça de Iporã.
A transferência, porém, depende de aprovação do Conselho Escolar. Outra medida foi a orientação para que as vítimas registrem queixa na polícia. Uma lista das ocorrências será repassada pela direção da escola à promotora Caroline Esteves. ''Acho que a comunhão desses esforços vai ter um resultado positivo. Com cada um cumprindo a sua atribuição, as aulas deverão voltar à normalidade'', avaliou a promotora.
De acordo com a diretora do colégio, Jandira Rodrigues Venturini, uma reunião da comunidade escolar na noite de ontem definiria a retomada das aulas a partir de hoje. O Núcleo Regional de Educação de Umuarama informou que as atividades não foram suspensas nos dias que a maior parte dos alunos não compareceu, mas não descartou a reposição de aulas.
O prefeito Valter Cesar Rosa (PSDB) encaminhou ontem novo ofício para a Secretaria de Estado da Segurança Pública cobrando aumento do efetivo policial. Francisco Alves tem 7 mil habitantes e apenas dois PMs. ''Outra reivindicação é a implantação da Patrulha Escolar'', acrescentou.
O setor de relações públicas da Polícia Militar informou que novas equipes da Patrulha Escolar serão montadas até maio. ''Algumas cidades do Noroeste serão atendidas, mas não dá para precisar quando o programa vai chegar a Francisco Alves'', advertiu o tenente Wagner de Araújo.

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