Aulas começam em algumas escolas
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terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Maigue Gueths De Curitiba 
Depois de quase dois meses de férias, a rotina das grandes cidades começa a voltar à normalidade a partir desta semana, com o retorno gradativo das aulas. É que como as escolas têm autonomia para decidir seus calendários escolares, há alunos que já estão começando as aulas, enquanto outros prolongam as férias por pelo menos mais uma semana.
Em Curitiba, metade das 134 escolas da rede municipal, com um total de 100 mil alunos, começam as aulas hoje. Mas é na próxima segunda-feira que a maioria dos estudantes volta às aulas. Tanto a rede estadual de ensino, com 1,5 milhão de alunos no Estado, como a privada, optaram por iniciar as aulas no dia 12.
Na rede municipal, o dia de ontem serviu para a relização de reuniões de planejamento sobre as atividades do ano. Reuniões semelhantes estão sendo feitas nas escolas particulares esta semana. Só em Curitiba são aproximadamente 600 estabelecimentos particulares, que englobam desde pré-escolas até universidades. Já os cursinhos, cujo calendário escolar de 2000 estendeu-se até o início deste ano, só iniciam as aulas em 1º de março.
Com a volta ás aulas, acaba também a tranquilidade no trânsito nas grandes cidades. Nos meses de férias o tráfego de veículos em Curitiba cai até 17% em relação aos dias de aula. Com uma frota de 710 mil veículos, calcula-se que, em horários de pico, um terço destes carros, circulem simultaneamente pela cidade. A previsão é de que a partir desta semana, o fluxo de veículos volte a crescer em 10%, embora o movimento normal só seja esperado depois do carnaval.
Apesar da saturação do sistema viário, o diretor do Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran), José Álvaro Twardowski, não acredita que o retorno das aulas implique em grandes congestionamentos, uma vez que o órgão está trabalhando com vários projetos preventivos nas escolas. Na rede privada, 53 escolas fazem parte da Operação Escola, existente desde 1997, que consiste em organizar o tráfego com cones nas ruas.
Na rede municipal, a Diretran está implantando o Projeto Escola, que consiste na realização de obras de infra-estrutura (construção de calçadas, recapamento de ruas etc.) e reforço na sinalização vertical e horizontal de 54 escolas municipais consideradas críticas.
Cerca de 150 guardas municipais serão deslocados para auxiliar no trabalho de orientação do trânsito nos horários de início e encerramento das aulas. Com tudo isso, já conseguimos reduzir bastante o número de acidentes e incidentes na frente das escolas desde 1997, afirma.
Em Maringá, segundo cálculos dos técnicos da Secretaria de Educação, existem mais de 500 vagas em aberto, principalmente de 1ª a 4ª série nas escolas da zona sul da cidade e rurais. A expectativa da secretaria é receber matrículas até o final de fevereiro.
Já em Ponta Grossa, há dificuldade para encontrar vaga na rede municipal. Segundo a secretária municipal de Educação, Esméria Savelli, provavelmente algumas escolas terão que funcionar com turno intermediário para atender a demanda, pelo menos no início do ano letivo, até que se consigam recursos para ampliar o número de salas de aula. (Com Marcos Zanatta, de Maringá, e Denise Angelo, de Ponta Grossa)


