Aula de inovação
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Já imaginou desenvolver robôs, sistemas de monitoramento de fermentação para cervejas artesanais e controle de hortas hidropônicas ou mesmo um computador de bordo para carros populares com uso de celulares? Para estudantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Londrina, estas propostas foram além da imaginação. Ontem, eles colocaram em exposição protótipos e produtos criados nos laboratórios da instituição ao longo deste ano. A iniciativa fez parte da Feira de Inovação Tecnológica(IFTCH) do IFPR, realizada no ginásio do Ipolon. Também houve uma mostra dos cursos ofertados.
O diretor do instituto, Marcelo Poleti, explica que o evento é uma oportunidade que as turmas têm de se aproximar da comunidade. "Nosso objetivo é divulgar nosso trabalho, o que é desenvolvido no IFPR. Muitos estudantes que nos visitam se tornam nossos alunos depois também", comentou. Hoje, o campus Londrina da IFPR oferta o Ensino Médio nas modalidades integradas com Informática e Biotecnologia, cursos técnicos subsequentes nas áreas de Enfermagem, Massoterapia, Prótese Dentária e Saúde Bucal; além do ensino superior em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Ciências Biológicas.
Cerca de 400 alunos de 20 escolas estaduais da cidade passariam pela pela feira até o fim da tarde de ontem. Nos estandes, ficaram em exposição cinco projetos selecionados pelo IFPR, de todos os níveis de formação, mais propostas desenvolvidas à parte. "Depois desta feira, eles ainda podem fazer a apresentação na feira estadual de inovação do instituto. Todos os projetos fazem uso de tecnologia avançada", assinalou um dos professores do IFPR, Flávio Navarro Fernandes.
O estudante Rafael Vinícius Silva, de 18 anos, se uniu aos colegas do Ensino Médio para desenvolver um sistema capaz de informar aos pequenos produtores de cerveja artesanal em que ponto está a produção da bebida. Um dispositivo controla a temperatura, pressão de gás e a quantidade de gás carbônico na fermentação. Os dados são enviados para um visor. "A partir destas evoluções, o produtor pode saber se a levedura está se desenvolvendo bem ou não. As grandes cervejarias já têm este sistema, mas os pequenos cervejeiros não. Queremos focar o projeto neles", explicou o aluno.
No último ano do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, José Cláudio Vieira Júnior, de 21 anos, optou por criar um aplicativo baseado em tablets ou smartphones para diagnosticar veículos automotivos uma espécie de computador de bordo para carros populares. "Instalamos um dispositivo no carro e, por bluetooth, as informações vão para o celular. É possível verificar a rotação do motor e outros itens que ainda vou acrescentar até o fim do ano. Será meu trabalho de conclusão de curso", relatou.
Quem é fascinado por robôs teve a chance de ver de perto os protótipos criados por alunos do 1º ano do Ensino Médio. O que chamava mais a atenção era um pequeno robô velocista, que percorria linhas pré-determinadas pelo grupo. A turma é finalista da Olimpíada Brasileira de Robótica. "É um esforço que vale a pena", definiu o estudante Gabriel Arruda, de 15 anos.
SELEÇÃO
Tanto a feira de inovação como a mostra de cursos despertaram a curiosidade da visitante Elaine Alves de Oliveira, de 13 anos. Aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, ela diz ter adorado a interação com as turmas nos estandes. "É muito interessante, gostei das equipes", afirmou.
O processo seletivo para estudar no IFPR segue aberto até o próximo dia 20 de outubro. A seleção abrange do Ensino Médio aos cursos superiores. A taxa de inscrição é de R$ 60, mas pedidos de isenção ainda podem ser feitos até 2 de outubro. A prova será aplicada no dia 29 de novembro. Mais informações podem ser obtidas na internet, pelo naps.ifpr.edu.br.


