Edson MazzettoMaquinário encostadoNo Parque de Máquinas, vários veículos foram encontrados sucateados. Secretários preferem não fazer comentários até a divulgação do resultado da auditoriaSuspeitas de irregularidades na Prefeitura de Cascavel e autarquias e empresas por ela controladas, que poderiam ter ocorrido durante a administração do prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB) começam a ser investigadas por uma auditoria encomendada pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB). É a primeira auditoria que abrange toda a administração. As outras realizadas investigaram apenas setores específicos do Município.
O prefeito Salazar Barreiros prefere não fazer acusações diretas ao seu antecessor. Segundo ele, a investigação é ‘‘técnica e não política’’, por isso aguardará as conclusões para se posicionar. Mas adianta que dará divulgação da auditoria, encaminhará à Câmara de Vereadores e, se necessário, ao Ministério Público para procedimentos legais. O trabalho foi encomendado à Empresa Brasileira de Consultoria (Embracon), de Curitiba, vai demorar cerca de 90 dias e custará ao Município R$ 60 mil, com pagamentos mensais de R$ 5 mil.
Os auditores são chefiados por Márcio Roberto Silva, diretor da Embracon. Ele definiu com o procurador jurídico do Município, Gilberto Nalom Gonzaga, que a investigação deveria começar pelos setores externos. O primeiro será o Instituto de Previdência do Município de Cascavel (IPMC). Depois, virão as companhias Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT), Habitacional (Cohavel), de Desenvolvimento (Codevel), e a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesc).
Gilberto Gonzaga garante que não há ‘‘nenhuma intenção de promover caça às bruxas’’, ou seja, usar a auditoria como peça política contra a administração anterior. Salazar Barreiros e Fidelcino Tolentino, ex-companheiros de partido no PMDB e ambos com dois mandatos de prefeito, um sucedendo ao outro, tornaram-se inimigos políticos por vários motivos. Em sua gestão anterior, Salazar também havia encomendado auditoria sobre as contas de Tolentino, e depois foi acusado de tê-la escondido. O prefeito garante que deu àquela investigação os ‘‘encaminhamentos necessários’’.
Ouvido ontem pela Folha, Tolentino disse estar ‘‘absolutamente tranquilo’’ com a investigação, e que a apóia. ‘‘Isso é necessário no Poder Público, e todos os que o exercem devem responder por seus atos’’. Ele observou que auditorias ‘‘podem indicar a necessidade de correção de rumos, o que é muito positivo’’.

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