Auditoria externa vai apurar desvio de US$ 6 milhões na Paraná Citrus
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terça-feira, 28 de maio de 2002
Lucinéia Parra Equipe da Folha 
Maringá - O presidente da agência de fomento que gestiona o Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE), Antônio Carlos de Araújo, disse ontem que vai pedir uma auditoria externa à Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), para apurar se houve uma transação comercial fracassada ou se de fato houve má fé no prejuízo de US$ 6 milhões causado à Paraná Citrus S.A.
O prejuízo foi detectado no início do ano passado e teria ocorrido durante a comercialização de suco concentrado e congelado para o exterior entre 1999 e 2000. A Paraná Citrus é a maior fábrica de sucos do Estado. O FDE detém 34% das ações e a sócia majoritária é a Cocamar, com 62% das ações. 4% pertence à Cooperativa Agrária de Cafeicultores de Nova Londrina (Copagra).
Conforme Araújo, o FDE não tem poder de voto na Paraná Citrus e está confiante nas decisões tomadas pela Cocamar. Ele disse que não foi comunicado oficialmente sobre o prejuízo de US$ 6 milhões, mas que está sabendo do problema há alguns meses. Sobre a participação do Estado na Paraná Citrus, ele explicou que os 34% das ações foi negociado em 1995 entre a Cocamar e o governo do Estado. Na época, a cooperativa entregou as ações ao FDE em troca de um depósito que estava retido no extinto Badep.
Estamos confiantes de que a Cocamar está tomando todas as medidas cabíveis referente ao fato, disse. Segundo ele, a cooperativa está predisposta a assumir 100% dos problemas relacionados à Paraná Citrus.
No final do ano passado, a nova diretoria da Paraná Citrus denunciou o desvio dos US$ 6 milhões na Delegacia da Polícia Civil de Paranavaí. O inquérito policial foi aberto, mas de acordo com Araújo, a Paraná Citrus deve iniciar uma auditoria paralela para levantar todas as bases da transação comercial. De acordo com o advogado da Cocamar, Delivar Tadeu Mattos, o desvio foi praticado pelos ex-gestores da Paraná Citrus. A ex-gerente comercial Elizete Belido Collins Barbosa e o então representante dos produtores na empresa, Paulo Edson Pratinha, são apontados como os autores da transação irregular.


