Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Uma auditoria feita por dois peritos constatou que não houve superfaturamento em obras de iluminação pública feitas pela Prefeitura de Foz do Iguaçu no ano passado. Foi apurada uma diferença de apenas 0,7% entre o levantamento feito pelos peritos e os valores pagos pela prefeitura à empresa Promenge, de Maringá, vencedora da licitação.
O valor apontado pelos auditores foi de R$ 6.088.000,00, enquanto a prefeitura pagou à empreiteira R$ 6.132.000,00 para a troca de parte da iluminação no centro da cidade. A diferença entre os dois valores é de R$ 44 mil. De acordo com denúncia do vereador de oposição Vânio da Silva (PMDB), o custo da obra não deveria ultrapassar R$ 3,8 milhões.
Segundo Silva, com o mesmo valor gasto na troca de 14 mil lâmpadas em Foz do Iguaçu, a prefeitura de Curitiba trocou 86 mil desses equipamentos. De acordo com os peritos Emiliano Seleme e Roberto Natel, ambos de Curitiba, a diferença ocorreu porque, na capital, foram trocadas apenas as lâmpadas e, em Foz, houve a substituição de outros quatro itens: luminárias, braços, reatores e relês.
Os dois peritos foram contratados pela prefeitura por R$ 4 mil. Seleme é primo de César Seleme, deputado estadual pelo PPB, mesmo partido do prefeito de Foz, Harry Daijó. O perito em iluminação negou qualquer suposta influência do prefeito no trabalho.
O relatório da auditoria foi apresentado ontem na Câmara de Foz. O presidente da Casa, Vilmar Andreola (PSDB), informou que os vereadores vão checar todos os itens do trabalho. Se forem comprovadas irregularidades, serão encaminhadas ao Ministério Público.

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