Auditoria aponta irregularidades no Camelódromo
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segunda-feira, 27 de setembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Contabilidade deficiente que pode sugerir irregularidades nas contas do condomínio do Shopping Popular. Essa foi a constatação da auditoria realizada pelo município na movimentação financeira das ONGs Canaã e Associação dos Camelôs de Londrina (Acal), entidades que administram o shopping. Os camelôs têm 10 dias utéis para apresentar contraditório.
O relatório da auditoria foi entregue ontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT) e será enviado às entidades e à Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores. O documento exime, contudo, qualquer irregularidade na prestação de contas do dinheiro público investido no empreendimento.
Ontem, o auditor Sílvio Meira não quis detalhar o teor do documento alegando que se refere aos problemas internos do condomínio e que o processo estaria sobre sigilo fiscal. Ele confirmou, entretanto, que as transações do condomínio, que envolvem contratos de publicidade no valor de R$ 21 mil e venda de 11 novos boxes no ano passado - que teriam rendido R$ 60 mil - estavam com procedimento contábil irregular.
''Procedimentos normais não foram seguidos mas antes do contraditório não é possível afirmar nada'', afirmou. Ele também confirmou que os recursos obtidos com a venda dos boxes não foram contabilizados oficialmente.
A crise financeira enfrentada no início do ano pelo Shopping Popular foi o estopim para uma série de denúncias envolvendo o camelódromo que eclodiram na Câmara de Vereadores. A investigação na contabilidade do camelódromo começou em abril, a pedido da Comissão de Finanças da Câmara. Segundo Meira, caso se comprovem irregularidades, o convênio entre município e camelôs pode sofrer alterações. No momento, entretanto, o repasse já está suspenso por medida judicial (leia reportagem nessa página).
A presidente da ONG Canaã, Clemari Gonçalves de Oliveira, afirma que o condomínio já adotou as orientações da auditoria e atualmente está com a contabilidade em dia. ''Desde que eu assumi, coloquei uma funcionária para receber os condomínios e um novo contador foi contratado, hoje tudo está documentado na tesouraria'', afirma.


