Auditoria aponta irregularidades graves em dois hospitais públicos
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Redação FolhaWeb com AE Notícias 
Custo mensal equivalente a mais de 10 vezes o custo-referência do segmento; falta de pessoal e de equipamentos essenciais para o funcionamento; projetos mal elaborados, que resultaram em falhas como a colocação de degraus na entrada de enfermarias; e problemas de material e execução, que causaram o descolamento de pisos na primeira lavada.
Estes são alguns problemas apontados no Hospital Regional de Ponta Grossa e no Centro Hospitalar de Reabilitação de Curitiba pela auditoria realizada pela Secretaria de Estado da Saúde. Os relatórios finais da auditoria foram entregues nesta sexta-feira (27) pelo secretário Michele Caputo Neto ao Conselho Estadual da Saúde, durante a reunião mensal do órgão.
"A auditoria marca o término de uma etapa, mas o mais importante são as providências que estamos tomando para adequar essas unidades hospitalares para o atendimento à população", disse Caputo Neto, que também anunciou a destituição da atual diretoria do Centro de Reabilitação. Ele nomeou interinamente para a direção geral do hospital o diretor de Unidades Próprias da secretaria, Charles London, que acumula as duas funções. "Ele assume a direção do Centro com a atribuição de coordenar o trabalho técnico necessário para estabelecer um plano de atuação adequada deste hospital que é essencial para os cidadãos paranaenses", disse.
A presidente do Conselho, Rosita Márcia Wilner, informou que o documento será encaminhado à secretaria executiva do órgão, para análise das comissões competentes. "É muito importante o compromisso do gestor estadual em tornar públicas estas informações", afirmou.
Segundo Caputo Neto, a auditoria foi motivada por denúncias do próprio conselho e do Tribunal de Contas. "Foram apontados problemas de diversas ordens que deveriam ter sido sanados antes mesmo da inauguração desses hospitais", disse. Segundo ele, foram identificados problemas estruturais e de vigilância sanitária, além da falta de equipamentos essenciais para o funcionamento adequado das duas unidades.


