Auditoria aponta extravios na Ciretran
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de abril de 1998
Osmani Costa 
Extravio de processos de registros de automóveis, descumprimento das normas na condução dos trabalhos e ineficiência gerencial. Essas foram algumas das irregularidades encontradas pela auditoria realizada, nas últimas semanas, na 12ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Londrina.
O resultado do relatório final foi divulgado sem muitos detalhes, na tarde de ontem, pelo chefe da Coordenadoria de Inspeção e Auditagem (Coia) do Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná, Carlos Roberto do Valle, que está na Cidade tratando do assunto desde terça-feira. O relatório da auditoria - que envolveu uma investigação em documentos e dados relativos a 1996, 97 e 98 - é bastante extenso e não queremos pormenorizá-lo. Mas a situação encontrada é preocupante e será motivo de apuração mais aprofundada.
Segundo Valle, na sequência da apurações haverá a responsabilização do chefe da Ciretran, Arlindo dos Santos Barbosa - que está em férias e pediu exoneração do cargo - e de outros funcionários envolvidos nas irregularidades. Independente da saída do senhor Arlindo Barbosa, vamos até o fim da apuração. As penalidades previstas para este tipo de conduta no desempenho das funções são as normais ao funcionalismo público. Haverá responsabilização criminal, caso fique comprovada a ocorrência de ilícitos, comenta o chefe da Coia.
Ele explicou que as irregularidades cometidas, como o extravio de processos de registros de automóveis, não necessariamente causaram prejuízos aos usuários da Ciretran. Os casos são muitos, mas prefiro não divulgar os números exatos por enquanto. Eventualmente eles podem ter causado transtornos e prejudicado os usuários, e isso é muito ruim. Vamos apurar tudo com muito cuidado e tomar as providências necessárias, afirma Carlos do Valle.
O diretor do Detran nega que a conclusão da auditoria tenha pressionado Arlindo Barbosa a pedir exoneração do cargo. O senhor Arlindo está de férias, e pediu exoneração alegando motivos pessoais e de saúde. A saída dele não está ligada à nossa auditoria. Ele pediu exoneração e o diretor geral do Detran, César Franco, aceitou. Esta é uma questão política que será resolvida no início de maio, com o fim das férias do Arlindo e a oficialização da exoneração. Ele explicou ainda que o atendimento na Ciretran pode melhorar em pouco tempo. Os serviços já estão todos informatizados e o número de funcionários é suficiente, carece somente de melhor aproveitamento e maior motivação.


