Auditores investigam sindicato de Arapongas
Guilherme Gouveia
De Arapongas
Especial para a Folha
Uma auditoria está sendo feita pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana para apurar as irregularidades na administração do ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Arapongas, José Carlos Izzo. A análise dos documentos pode comprovar o suposto esquema de desvio de verbas na entidade. Izzo foi cassado e afastado da presidência do sindicato, acusado de usar ilicitamente dinheiro do sindicato para pagar contas particulares e também de fazer empréstimos bancários com fins pessoais.
Segundo o secretário do sindicato e um dos responsáveis pela denúncia, Luiz Matareli Júnior, a auditoria é necessária para a legitimação de todas provas recolhidas até o momento. Depois de concluída a auditoria, o sindicato terá condições de entrar com uma representação judicial pedindo o ressarcimento do dinheiro desviado e as medidas judiciais cabíveis ao infrator, afirma. A auditoria deve ser concluída na semana quem vem.
À Folha, José Carlos Izzo se defendeu dizendo que a cassação é ilegítima porque fere o estatuto do sindicato. Segundo ele, havia cerca de 80 associados no dia da assembléia, sendo que o total chega a 800. Isso não dá nem 10%, disse.
Para Izzo, os diretores do sindicato estão denunciando algo que eles já aprovaram numa assembléia para prestação de contas no dia 15 de dezembro de 99. Todas essas notas de posto de gasolina, churrasco, artigos de perfumaria, tudo isso eles já sabiam. A minha cassação é vingança por ter colocado à disposição da prefeitura duas funcionárias que não tinham nenhuma função no sindicato. Izzo se refere às diretoras Lindaura Anita dos Santos e Márcia Regina Bortolotto, que começaram a apurar os desvios de verbas.
Sobre a acusação de empréstimos pessoais em nome do sindicato, Izzo afirma que eram feitos para pagamentos de salários e vales dos associados e que a diretoria sabia disso e também participava dos empréstimos. O sindicato estima que o desvio ultrapasse R$ 50 mil. Izzo garante que isso é impossível, levando em consideração que a receita mensal do sindicato é de R$ 4 mil.





