Auditores fazem reunião na Cipasa
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quarta-feira, 07 de julho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O advogado Walter Bittar, assistente de acusação no caso do assassinato do empresário Ciro Frare, 67, deve entrar com uma representação criminal contra o autor confesso do homicídio, Ibrain José Barbino, de 55 anos. A medida deve ser tomada após a conclusão do inquérito que apura a morte de Frare, ocorrida no último dia 24.
A afirmação foi feita por ele ontem à tarde, após uma reunião realizada na concessionária Cipasa local do crime com três auditores e um advogado contratados em Curitiba pela família Frare para dar continuidade às investigações nos balancetes da empresa. Conforme o advogado, os trabalhos devem durar mais que o previsto, e mais pessoas podem estar envolvidas.
''A auditoria deve durar pelo menos uns 30 dias mais, e, em vista dos erros de contabilidade verificados até agora em um montante de R$ 3,7 milhões, será apurado se o Barbino realmente agiu sozinho'', comentou, frisando que, ''por ora, contudo, não se pode afirmar que houve necessariamente um desvio de dinheiro''.
Também à tarde, o delegado que preside o inquérito, Marcos Belinati, colocou o advogado Marcelo Marques Munhoz, que veio de Curitiba, a par do andamento da investigação. A Folha tentou contato com Munhoz, mas ele não foi localizado. ''Apesar de o inquérito sobre a morte ser encerrado antes de a auditoria acabar, anexaremos uma cópia de tudo que for levantado até o momento às nossas investigações'', avisou o delegado.


