Fazenda Rio Grande - Para tentar barrar a implantação da usina em Fazenda Rio Grande, o auditor de meio ambiente Sildney Costa reuniu documentos e elaborou um projeto que, em poucos dias, pretende mandar para o Ministério Público Federal. ''Vou fazer uma denúncia no Ministério Público contra o Ibama, que é responsável pela área de mata atlântica onde querem instalar o aterro'', diz. A ação, argumenta, visa chamar a atenção das autoridades federais do Ibama para o impasse.
Costa defende que cada município cuide de seu próprio lixo e enxerga a gestão do Consórcio Intermunicipal como manobra política e de interesse comercial. Além disso, ele prevê que o impacto ambiental do aterro em Fazenda Rio Grande será desastroso.
O auditor de meio ambiente diz que fez um estudo sobre tratamento e concluiu que uma pessoa consegue separar no máximo meia tonelada de lixo em oito horas de trabalho. Para provar que o lixo não será tratado, Costa faz um equação.
''Estima-se que o aterro vai receber 2.400 toneladas de lixo por dia e cada pessoa consegue separar 500 quilos. Seria preciso 4.800 pessoas trabalhando no primeiro dia de funcionamento. Se cada pessoa custar R$ 700 por mês, seriam mais de R$ 3 milhões de gastos apenas com funcionários'', argumenta. O segundo ponto é o mau cheiro. Em Fazenda Rio Grande, continua, o vento corre no sentido sul-norte ou sul-noroeste, ou seja, no sentido aterro-centro da cidade. ''Todo o cheiro vai para Fazenda.'' (T.A.)

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