O auditor da Prefeitura de Londrina, Osvaldo Lima, deve encaminhar hoje à Promotoria de Defesa da Infância e Juventude denúncia de irregularidades na prestação de contas da creche do Conjunto Ernani Moura Lima (zona leste), na época da intervenção na instituição, que atende a 107 crianças de 0 a 6 anos e sofreu intervenção em dezembro.
Segundo o auditor, entre R$ 13 e R$ 14 mil estão irregulares. ''Há notas fiscais de empresas com atividades encerradas, superfaturamento em mão-de-obra e materiais, entre outros'', explicou. Lima irá solicitar a devolução do dinheiro.
A creche sofreu intervenção por denúncias de irregularidades na administração anterior. Foram nomeadas interventoras Silvia Maria de Melo Gonçalves (diretora) e Josefina Santos Vieira da Silva (tesoureira), a tia Josi. Em junho deste ano, com a eleição da nova diretoria, Silvia obteve os documentos para a prestação de contas, e notou as irregularidades. ''Me recusei a assinar a prestação de contas e denunciei as irregularidades à auditoria'', justificou.
Sérvio Borges da Silva, advogado de Josefina, disse que ainda não tinha sido informado sobre o caso e só irá se pronunciar depois de saber do teor das denúncias.
Após a intervenção, a creche passou a usar o CNPJ da Creche Níssia Rocha Cabral, que é dirigida por Josefina e também foi denunciada por irregularidades no uso do dinheiro público. Desde de julho, a secretaria de Educação suspendeu o repasse de verbas para a Creche Níssia enquanto aguarda a decisão da Justiça sobre a intervenção na entidade e afastamento da diretoria.

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