Maringá O auditor da Receita Federal, José Antonio Sevilha de Souza, de 35 anos, foi assassinado na noite de quinta-feira com quatro tiros de pistola 765, no Jardim Novo Horizonte, em Maringá. A Polícia Federal (PF) está investigando se o crime tem alguma ligação com o trabalho do auditor. O delegado da PF, Ronaldo Carrer, deve pedir nos próximos dias a quebra do sigilo fiscal de documentos de empresas investigadas pela vítima.
''Essas empresas estão protegidas judicialmente. Somente após a Justiça autorizar a quebra desse sigilo, poderemos ter acesso a documentos, dossiês e computadores apreendidos pelo auditor'', relatou o agente e responsável pelo setor de comunicação da PF, Celso Secolo.
A PF não confirma, mas existe a suspeita que a vítima estivesse investigando um suposto esquema de sonegação de impostos em três importadoras. De acordo com Secolo, a polícia não descarta a hipótese de motivação funcional, mas prefere aguardar o andamento das investigações para dar uma posição oficial. ''Não sabemos nem quantas empresas estavam sendo investigadas, por isso mesmo é muito cedo para falar algo de concreto.''
A Polícia Civil também trabalha no caso. De acordo com testemunhas, uma moto com duas pessoas se aproximou do carro do auditor minutos antes do crime. Souza foi encontrado morto por volta das 21h30 com a testa apoiada no volante e atingido por quatro tiros, dois deles no tórax. Os policiais acharam no chão cinco cápsulas deflagradas de pistola 765. ''Como ninguém ouviu os disparos, estamos enfrentando dificuldades em localizar testemunhas'', afirmou o investigador Adilson Roberto Ribeiro.
O procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, designou ontem o promotor Laércio Januário de Almeida, da 1 Vara Criminal de Maringá, para acompanhar as investigações da PC.
Esse é 31º homicídio registrado em Maringá neste ano. Apesar de a cidade ostentar índice de assassinatos inferior em comparação com municípios da mesma faixa populacional, várias entidades organizaram neste mês uma grande manifestação em protesto à onda de violência.

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