Warren NabucoTorcida próMoradores da zona sul: favoráveis ao fim do monopólio da TCGL e à licitação das linhas de ônibus‘‘A posição da Prefeitura é claríssima: nós faremos a licitação do transporte coletivo.’’ A afirmação é do presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Cléber Tóffoli, ao ser questionado diversas vezes sobre como ficará o serviço de transporte coletivo na Cidade a partir do dia 27 deste mês, quando termina o contrato da administração municipal com a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), permissionária do serviço.
Cléber Tóffoli respondeu a mais de 20 perguntas ontem à tarde, na Câmara de Vereadores, onde participou de uma audiência pública sobre o transporte coletivo. O encontro durou mais de duas horas e foi assistido por cerca de 500 pessoas, que lotaram o plenário. De um lado estavam moradores da zona sul de Londrina, favoráveis à licitação. Do outro, funcionários da TCGL que são contra o processo porque temem demissões em massa na empresa.

Warren NabucoTorcida contraFuncionários da Grande Londrina: adversários da licitação, eles temem demissão em massa na empresa




O presidente da Comurb ressaltou que, apesar de a Prefeitura ser favorável à licitação, todo o processo está emperrado por várias ações que tramitam na Justiça. ‘‘Existe uma situação de entrave jurídico que tem de ser superado’’, afirmou. Cleber Tóffoli disse ainda que a população pode ficar despreocupada porque não ficará sem transporte coletivo a partir do dia 28. ‘‘A população continuará sendo atendida.’
O presidente da Câmara, Adalberto Pereira (PFL), questionou o fato de estar sendo realizada uma reunião entre representantes das duas empresas e o prefeito Antonio Belinati, no mesmo horário que a audiência. ‘‘Estranho esta reunião acontecer em um horário que o Cléber Tóffoli não pode participar.’’ Cléber Tóffoli disse que isso não foi proposital e lembrou que a audiência estava marcada para quinta à tarde, mas foi adiada por um dia.

Cléber Tóffoli respondeu a mais de 20 perguntas dos vereadores


O professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rui Carneiro, questionou Cléber Tóffoli sobre a reversão - cláusula prevendo que a frota de ônibus usada pela TCGL será repassada ao Município ao término do contrato. A Prefeitura teria cinco anos para pagar a empresa pela frota. Tóffoli disse que esta possibilidade está sendo estudada.
Por várias vezes Adalberto Pereira teve que pedir silêncio às pessoas que assistiam a audiência. Moradores da zona sul e funcionários da TCGL se estranharam, fizeram críticas uns aos outros, mas não chegaram a criar um grande tumulto. Dos vereadores, apenas quatro não participaram da audiência: Jorge Scaff (PDT), Carlos Kita (PTB), Antenor Ribeiro (PPB) e Sidney Osmundo de Souza (PST).

mockup