Londrina - Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura de Londrina, Márcio Corrêa, uma audiência pública serve para conhecer melhor as demandas da comunidade e apresentar o que está sendo feito. Porém, na semana passada, no Residencial Vista Bela, houve atraso e a organização abriu o microfone para apenas dez das 250 pessoas presentes. Com isso, dezenas de pessoas tentavam falar ao mesmo tempo, mas poucas eram ouvidas. O resultado foi vários moradores cercando os secretários em busca de soluções.
Segundo Corrêa, o problema aconteceu porque o voo de Brasília a Londrina, no qual estava o prefeito Alexandre Kireeff, atrasou e isso acirrou os ânimos. "Isso criou uma ansiedade, mas depois que as perguntas começaram, tudo ficou mais calmo." Ele informou que realizará uma reunião para definir se nas próximas audiências serão instaladas urnas para a coleta de demandas e se quantidade de pessoas que falarão ao microfone será ampliada. "Vamos tentar adequar da próxima vez, mas a ideia é que essas audiências fossem mais simples que as do PPA (Plano Plurianual)", destacou.
Corrêa explicou que no Vista Bela foi uma experiência peculiar porque os moradores foram colocados lá com uma série de dificuldades, todas as necessidades estavam represadas foram expostas. "Vamos tentar solucionar os problemas que estavam entalados na garganta da população", ressaltou.
Muitas reclamações não eram responsabilidade da prefeitura, como falta de água e o valor do condomínio. "Quando não for da nossa alçada, estaremos atuando junto aos responsáveis", garantiu o prefeito. As principais queixas foram sobre a falta de serviços básicos, como creche e posto de saúde. Tudo isso já era previsto antes dos primeiros moradores chegarem em 2010. Três anos depois a situação é a mesma.
Segundo Corrêa, a próxima audiência deve ser realizada na zona sul. (V.O.)

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