Audiência pública pede política para lixo
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terça-feira, 03 de abril de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
Antes de decidir se municipaliza ou terceiriza a coleta do lixo Londrina precisa de um plano de gestão ambiental. Esse foi o único consenso a que chegaram os participantes da primeira audiência pública sobre o lixo, realizada anteontem à noite na Câmara de Vereadores. O plano deve ser elaborado pela comissão permanente de Meio Ambiente da Câmara.
Se o plano de gestão ambiental foi consenso, a noite foi de dúvidas generalizadas. Indefinições quanto à questão da coleta e destinação do lixo e impacto ambiental foram levantadas por autoridades, lideranças políticas e comunitárias, secretários municipais e vereadores presentes ao encontro. As propostas apresentadas na audiência serão avaliadas pela comissão de licitação do lixo. Fazem da parte da comissão o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, técnicos da prefeitura e os vereadores Leonilso Jaqueta (PMDB), Márcia Lopes (PT), Orlando Bonilha PDT), Rubens Canizares (PHS) e Elza Correia (PMDB).
Definir os custos reais da coleta do lixo, reativar a cooperativa de catadores de papel, definir a destinação de detritos e readequação do aterro sanitário fazem parte das principais propostas que a comissão de licitação vai avaliar. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, as análises da comissão podem demorar mais que o tempo previsto. O contrato com a Vega ambiental termina no dia 9 de julho.
A posição da promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, causou surpresa entre os presentes. Segundo ela, a responsabilidade de recolher lixo não é apenas do poder público. O problema do lixo é o volume e a solução é reduzi-lo, afirmou a promotora. Para Luciana, os grandes produtores de lixo, que seriam as empresas, teriam que estar presentes à reunião.
As grandes empresas, que geram significativa quantidade de lixo, fazem muito pouco, ou nada pela coleta e destinação dos detritos, afirmou a promotora. Muito pouco vai sobrar para o poder público coletar se as empresas cuidarem do lixo que produzem, reiterou Luciana Moreira. A promotora citou a lei estadual 12.493/99, de gestão de resíduos sólidos do Estado. De acordo com Luciana Moreira, a lei estadual define como proceder em relação ao assunto. Aterro sanitário, segundo Luciana, é de responsabilidade da empresa licitadora do lixo.
O contrato com a Vega Ambiental, que faz a coleta do lixo na cidade, vence no dia 9 de julho. Segundo Wilson Sella, a licitação para contratação da empresa que irá continuar o serviço não está comprometida até o próximo dia 10. A partir daí, o cronograma passa a ser prejudicado. Temos que concluir a licitação dentro de 60 dias, disse.


