O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) se comprometeu a realizar uma audiênca pública, amanhã, em Guaíra (115 quilômetros a sudoeste de Umuarama), para discutir as reivindicações de pescadores, ex-balseiros e comerciantes prejudicados pela construção da Ponte Airton Senna, no Rio Paraná, ligando o Estado ao Mato Grosso do Sul e Paraguai. Com a proposta de abertura de negociação, pescadores e balseiros concordaram em desocupar, sábado, a praça de pedágio na ponte. Aproximadamente 100 manifestantes liberaram a passagem dos veículos sem pagamento de pedágio, na quinta-feira. Eles cobram do DER indenização por prejuízos.
Representantes dos manifestantes e o engenheiro do DER em Maringá, Heitor Dutra da Silva Filho, assinaram um termo de compromisso para realizar a audiência pública com diretores e procuradores jurídicos do DER. Também serão convocados técnicos do Nupelia, o núcleo de pesquisas da UEM, que constatou a redução da população de peixes no Rio Paraná depois das explosões de rochas para abrir um canal de navegação sob a ponte, em 96. Os pescadores receberam R$ 3,2 mil cada um como indenização, mas querem mais, alegando que o prejuízo foi maior.
Os balseiros também cobram indenização por terem ficado desempregados depois da inauguração da ponte. As empresas que faziam a travessia por balsa desativaram o serviço e demitiram mais de 250 pessoas. Os comerciantes e taxistas que atuavam nos atracadouros das balsas também exigem indenização por terem perdido a clientela.

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