Uma audiência pública na Câmara de Vereadores debateu, ontem à tarde, em Londrina, o cancelamento do repasse de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Ldna, Josinaldo da Silva Veiga, o foco da discussão é o direito à vida.''O cancelamento do repasse de medicamentos é inconstitucional e ainda bem que existe o Supremo Tribunal Federal para cuidar disso.''
O superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, defendeu a criação de uma comissão municipal e outra estadual para analisar os protocolos e providenciar o medicamento de forma mais ágil. ''É preciso achar uma solução intermediária, pois o fim do repasse dos remédios reflete a realidade da falta de financiamento do SUS'', disse.
Representante do Estado, André Pegorer apresentou números que comprovam investimentos de mais de 13% do orçamento na Saúde este ano. Segundo ele, em 2001 foram repassados R$ 26 milhões à Sa© úde, valor que subiu para R$ 119 milhões em 2006. Somente para atender às demandas judiciais, o governo teria destinado R$ 12 milhões à compra de medicamentos no ano passado.
''Não é uma questão de falta de sensibilidade. O que o Ministério da Saúde determina está sendo atendido e quando a Justiça manda, o Paraná cumpre.''
Ainda ontem, o relator da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Ldna, Jorge Custódio Ferreira, e o empresário Alberto Wust, representante dos pacientes que reivindicam medicação de alto custo, viajaram para Brasília para apresentar o abaixo-assinado com mais de 15 mil assinaturas coletadas no início do mês em Londrina para a presidente do STF e os ministros da Justiça e dos Direitos Humanos.

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