Mais uma audiência relacionada ao caso Tocafundo foi realizada ontem, na 3ª Vara Criminal de Curitiba. Como não houve acordo entre as partes, o juiz Rogério Ribas, que presidiu a audiência, deve definir, em cerca de cinco dias, se será recebida a queixa do Colégio Nossa Senhora Medianeira - que acusa a família de crime contra a honra. A ação foi motivada pela colocação de vários outdoors na Capital, no final do ano passado, com a frase ‘‘Emerson Tocafundo, atropelado e ignorado pelo Colégio Medianeira.’’
Caso a queixa seja recebida pela Justiça, será aberto processo criminal contra a família. ‘‘A pena prevista é de detenção, o que abre espaço para penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade’’, disse Ribas.
Emerson Tocafundo, hoje adulto, foi atropelado por um ônibus no dia 12 de setembro de 1983, no pátio do Colégio Medianeira. Até agora, foi submetido a 51 cirurgias reparadoras. Segundo amigos da família, a escola foi condenada, há oito anos, a pagar todos os gastos com a assistência médica prestada a Emerson. O colégio, entretanto, estaria usando recursos legais para questionar e adiar o pagamento. A direção e os advogados do Medianeira foram procurados, mas não atenderam a reportagem da Folha. (A.V.)

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