Representantes da sociedade civil organizada e do poder público lotaram na noite de anteontem o plenário e galerias da Câmara Municipal de Londrina para a realização da primeira audiência para elaboração do Plano Diretor Participativo. Os objetivos e métodos de feitura do documento foram apresentados por gestores do trabalho. O plano será usado para nortear políticas e ações de desenvolvimento da cidade. A participação da comunidade - cerca de 400 pessoas estiveram presentes - superou as expectativas da organização do debate.
Políticos presentes destacaram que o Plano Diretor poderá facilitar o acesso a verbas federais, estaduais e até de organismos internacionais. O prefeito Nedson Micheleti (PT) destacou a importância do formato da elaboração do plano. ''Primeiramente, o formato participativo é importante. E dá mais força para a sociedade cobrar que seja cumprido'', salientou.
Compareceram o deputado federal Alex Canziani (PTB), os deputados estaduais Homero Barbosa Neto (PDT) e André Vargas (PT), vereadores e integrantes de entidades da sociedade civil. O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Luiz Figueira de Mello, elogiou a participação da comunidade. ''Tivemos gente até do entorno, de cidades da região. A população atendeu ao chamado e terá um canal aberto para que as ações não fiquem só no discurso'', declarou.
Coordenador do Plano Diretor e responsável pelo setor de planejamento urbano do Ippul, Gilson Bergoc apresentou a sistematização do trabalho em núcleos: gestor, técnico e participativo. O núcleo gestor será formado pelos secretários do Meio Ambiente, Agricultura e Obras e pelos presidentes do Ippul, Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e por Bergoc.
O núcleo técnico será integrado por representantes das polícias Civil, Militar e Rodoviária, Promotoria Pública, Sanepar, Copel, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, procuradores e secretarias, autarquias e companhias municipais. A função será a disponibilização de dados ao núcleo gestor.
A comissão de acompanhamento terá representantes de entidades de classe, sindicatos, associações de moradores, conselhos profissionais, institutos de pesquisa, entidades religiosas e profissionais. Os órgãos deverão indicar integrante e suplente para participar das discussões. A agenda inclui também capacitação técnica de funcionários do Ippul, entre 25 e 29 de julho.
As oficinas temáticas vão abordar temas como sustentabilidade social, inclusão e desenvolvimento; ambiente urbano: habitação, infra-estrutura e ambiental; proteção social: educação, saúde, cultura e esporte; desenvolvimento rural: distritos, potenciais e agregação de valor e, ciência, tecnologia e desenvolvimento; alternativas inovadora.
Após a realização de de reuniões nos bairros, novas audiências públicas, uma conferência municipal, prevista para março de 2006, servirá para finalizar o documento. O texto final será enviado para apreciação da Câmara Municipal.

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