Audiência é suspensa e Buba continua preso
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sexta-feira, 23 de julho de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba O empresário curitibano Edilson Buba, 32 anos, que ficou conhecido por participar do programa Big Brother Brasil 4, terá que esperar preso até 4 de agosto, para saber a decisão da Justiça que determinará se ele deve ser julgado como traficante de drogas como foi enquadrado inicialmente ou ser classificado apenas como usuário de drogas, como sustenta sua defesa. Ele está preso no Centro de Observação Criminológica e de Triagem (COT), em Curitiba.
A audiência que definiria o enquadramento exato do delito começou a ser realizada ontem de manhã, na 2 Vara Criminal de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A previsão era que a audiência fosse concluída ontem mesmo, mas a sessão foi suspensa porque uma das testemunhas de acusação não compareceu. A suspensão frustrou as expectativas da família, que tinha esperanças de que a juíza decidisse o caso ontem e determinasse que Buba fosse solto.
Buba foi detido em flagrante, dia 26 de abril, com 18 pílulas de ecstasy e 50 gramas de maconha no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Ele estava acompanhado da namorada, Dirliane Siqueira, e vinha de uma festa em Belo Horizonte, promovida por outro integrante do Big Brother, Eduardo Monteiro Pinto Coelho. O empresário está detido no COT desde o dia 30 de abril.
Na audiência de ontem, a juíza tomou o depoimento de Buba e de três testemunhas de acusação, entre eles o da delegada do aeroporto Ana Cláudia Machado. ''Os depoimentos da acusação não trouxeram nada que comprove tráfico de drogas. Ao contrário, a delegada do aeroporto, que abriu o inquérito, disse que, para ela, o caso deveria ser enquadrado no artigo 16, como usuário, e não como tráfico de drogas'', disse o advogado de defesa Marden Maués.
Ele explicou ainda que, devido ao interesse da imprensa pelo assunto, o delegado Osmar Antônio Dechichi solicitou a transferência do caso para a Delegacia de São José dos Pinhais, que tem melhor estrutura do que a delegacia do aeroporto. Dechichi, por sua vez, considerou ''excesso de carga entorpecente'' e decidiu pelo enquadramento como traficante e não como usuário.
Na sessão de 4 de agosto estão agendados o depoimento da testemunha de acusação que não compareceu ontem e de quatro testemunhas de defesa: da namorada de Buba; do sócio, André Portella; de um técnico do Instituto Médico-Legal (IML); e do amigo Eduardo Coelho. Até esta data, também deve estar concluída a análise dos comprimidos de ecstasy encontrados com o empresário. O exame, feito com tecnologia dos Estados Unidos por um laboratório de Curitiba, deve determinar a dosagem de substância entorpecente em cada comprimido.


