Audiência do Caso Amanda adiada para quarta
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
Um atraso de quase duas horas no início da primeira audiência sobre o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, adiou para amanhã um possível desfecho para o caso. A juíza da 1 Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Khater, ouviu ontem as quatro primeiras testemunhas. Os outros interrogatórios serão tomados na quarta-feira. No total, são 26 testemunhas de defesa e acusação.
A demora aconteceu porque o advogado Adolfo Góis, que defende Luiz Vieira Rocha, 29, um dos acusados pela morte da jovem, não compareceu ao Fórum. Durante a audiência, a família recontratou Laércio dos Santos Luz, que defende o também acusado Alan Aparecido Henrique, 34. Foram ouvidas apenas quatro testemunhas que não poderiam retornar no dia estabelecido para a nova audiência. A imprensa não acompanhou os depoimentos porque o processo corre em segredo de Justiça.
Henrique, Rocha e Dayane de Azevedo, 24, tidos como autores do crime, estão presos desde dezembro e também foram levados ao Fórum, mas não tiveram contato com familiares de Amanda, que compareceram vestindo camisetas estampadas com uma foto da moça.
A mãe da vítima, Maria Francisca Rossi, chegou a entrar no local reservado às testemunhas mas, sob orientação da juíza, resolveu deixar a sala por medo de não sentir-se bem. ''Espero que o principal culpado também esteja no banco dos réus'', disse, referindo-se à suposta mandante do crime, que seria uma professora da Unopar, onde Amanda estudava e foi morta há um ano e meio.
A advogada da família Rossi, Helen Katia Silva Cassiano, afirmou antes do início da audiência ter certeza de que os três acusados são os autores do crime. ''São três pessoas que não tinham ligação com a Amanda, por isso não há dúvidas de que também há um mandante. O difícil é reunir provas'', explicou, lembrando que apenas Dayane confessou o crime. ''O outros dois acusados estão bem orientados pelo advogado'', considerou.
O advogado dos dois rapazes acusados também se pronunciou antes da audiência, afirmando que os clientes são inocentes. ''O Alan estava em uma festa no momento do crime'', disse. Ao sair do Tribunal do Júri, ele não quis comentar sobre o conteúdo dos primeiros depoimentos por causa da determinação de segredo de Justiça. ''Isso (o silêncio) foi muito recomendado.''
Cássia Vieira da Rocha, irmã de Luiz Rossi, compareceu ao Fórum e ao ser impedida de entrar no Tribunal questionou o sigilo da audiência. ''As coisas estão acontecendo na surdina'', afirmou. O pai de Alan, Luiz José Henrique, também reclamou por não poder acompanhar a audiência e afirmou que o filho é inocente. ''Ele estava trabalhando de mototáxi e depois foi à festa da minha filha.''


