Audiência discute novos cemitérios
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
A implatação de novos cemitérios em Londrina foi tema de mais uma audiência pública, ontem de manhã, na Câmara de Vereadores. Representantes de entidades ligadas ao meio ambiente, Acesf, prefeitura, vereadores, empresas interessadas em explorar os serviços e moradores próximos de áreas pleiteadas para os investimentos tiveram uma discussão acalorada. A reunião discutiu o decreto da prefeitura que autoriza a exploração dos cemitérios por empresas particulares.
A promotora do Meio Ambiente, Luciana Ribeiro Lepri Moreira, foi bastante crítica à proposta de critérios apresentada pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Paulo Bombassaro. Para ela, os critérios favoreceriam as empresas particulares. Tenho dúvidas se o município terá condições de cumprir todos os critérios impostos para implantar um cemitério público, argumentou.
Este é o momento de Londrina normatizar esta situação para o futuro. Não se pode definir uma coisa pensando em um único empreendimento, ressaltou Luciana. O vereador Tercílio Turini (PSDB), que presidiu a reunião, afirmou que os subsídios apresentados por órgãos como o Ippul e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) servirão para uma discussão mais ampla entre os vereadores nos próximos dias. Os vereadores também avaliarão a lei que criou a Acesf, que administra os serviços funerários em Londrina.
A Câmara de Vereadores está revendo o decreto que permite a criação de mais quatro cemitérios particulares na cidade sem a necessidade de licitação. Nós não podemos anular este decreto, mas podemos fazer um projeto de lei amplo, que regulamenta o serviço. Aí, sim, o decreto pode ser anulado, comentou Turini.
A vereadora Elza Correia (PMDB) também defendeu a discussão ampla sobre a falta de jazigos nos cemitérios de Londrina. Atualmente a cidade possui seis cemitérios, sendo um particular e o restante administrado pela Acesf. Com uma média de 240 sepultamentos por mês, não há mais espaços nos cemitérios públicos.


