Curitiba - Após denúncias de que policiais militares atuavam fora do expediente como vigilantes em empresas privadas, audiência pública foi realizada ontem no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná para debater o assunto. A dupla jornada é proibida por lei e os que atuam como vigilantes ou seguranças estão sujeitos a processo administrativo e até expulsão da corporação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aproximadamente 70% dos policiais da capital trabalham como vigilantes nas horas de folga. O presidente do sindicato acredita que os policiais que desenvolvem as duas funções ficam mais estressados, o que prejudica o serviço prestado à população.
O coordenador da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), Júnior Emerson Zarur, disse que a secretaria reconhece o problema e está aberta para discussões. Ele rebateu críticas de que os policiais são obrigados a dupla jornada por conta dos baixos salários. Hoje, o saldo mensal do policial militar em início de carreira é de R$ 1.873,74, além de gratificações de R$ 200.

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