Curitiba - Moradores e políticos que se recusam a abrigar o novo espaço de destinação do lixo de Curitiba e 16 municípios da região metropolitana se encontraram novamente, ontem, para discutir a questão. O problema da escolha da área que abrigará o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) e do iminente esgotamento da capacidade do Aterro do Caximba continua sem solução.
O debate, promovido por vereadores de oposição à Prefeitura de Curitiba, reuniu associação de moradores do Caximba, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Victor Hugo Burko, o diretor comercial da Sanepar, Natálio Stica, vereadores de Curitiba e de Fazenda Rio Grande e a diretora do consórcio intermunicipal de resíduos sólidos, Marilza Dias.
Enquanto os moradores do bairro onde se encontra o aterro atual reiteraram que não vão aceitar a prorrogação do seu uso ou receber a nova planta de tratamento de lixo, vereadores de Fazenda Rio Grande confirmaram o trâmite de um projeto de lei que também impede o recebimento do projeto, seguindo os passos de Mandirituba, considerada pelo consórcio a melhor opção para instalação
do Sipar.
Em meio a essa discussão, o presidente do IAP disse não admitir, nem mesmo considerar, uma nova prorrogação do uso do Aterro do Caximba. "Mesmo que a licitação já estivesse finalizada, não acredito que haveria tempo hábil para conclusão do novo projeto para destinação do lixo. Mas, também não vou nem discutir um outro licenciamento a ‘toque de caixa’ para criar uma nova Caximba em caráter emergencial, que acaba se tornando permanente", afirmou Burko.
Como resultado de mais essa audiência, os vereadores da oposição decidiram encaminhar ao consórcio, aos prefeitos da região metropolitana e ao Ministério Público um documento com todos os questionamentos sobre a assunto. Junto, será anexado um relatório elaborado por moradores do Caximba que levanta a polêmica de possíveis problemas de saúde que teriam começado após a instação do aterro na região.

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