Audiência discute casas no Mewman Sahyun
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quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Uma audiência pública, realizada na manhã de ontem na Câmara de Vereadores de Londrina, reuniu a Promotoria Pública do Meio Ambiente, representantes da Sanepar e Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), com o objetivo de discutir o caso dos moradores do Conjunto Newman Sahyun (Zona Sul), que tiveram suas casas construídas em área de preservação ambiental.
Segundo a promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin, os lotes, comercializados por uma empresa de Londrina, ficam sob o Aquífero Serra Geral e área de fundo de vale e não podiam ser liberados pela prefeitura e pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE) conseguiu uma liminar na Justiça para impedir que os lotes continuem a ser comercializados.
Os moradores do bairro têm enfrentado diversos problemas por conta das rachaduras nas casas e transbordamento das fossas. Há um ano e meio a comerciante Neusa de Sousa Queiroz teve que parar a construção de sua casa por conta dos problemas. ''Eu paguei o terreno e comecei a construir, quando estava quase tudo de pé, tive que parar. Hoje eu moro de aluguel e a obra está lá, parada. Não podemos dar andamento porque o juiz não permite, mas também não sei o que fazer'', disse.
O advogado da ONG, Carlos Levy, explicou que, além de se tratar de uma área de preservação ambiental, os moradores podem ''correr riscos'' ao continuarem naquela área. ''Geógrafos estiveram verificando o local e apontaram que pode haver rolamento de rochas, entre outros problemas.''
É necessária a realização de uma perícia técnica no local, trabalho este que, segundo a Justiça, deve ser pago pela empresa. Mas, em fevereiro, época em que aconteceu a última audiência pública, a empresa alegou não ter dinheiro para a perícia, que custaria R$ 70 mil.
Na reunião de ontem, os moradores decidiram que tentarão reunir os inadimplentes para pagar a empresa, que alega ter dificuldades financeiras. A comissão também tentará fazer com que a prefeitura pague parte da perícia. ''Infelizmente o problema agora é o recurso financeiro, mas as propostas discutidas aqui poderão adiantar o processo que está desde o começo do ano parado'', disse a promotora.


