A primeira audiência pública para discutir os critérios de instalação das Estações Radiobase (ERBs), microcélulas de telefonia celular e outras fontes de irradiação eletromagnética em Londrina será realizada na próxima quarta-feira, às 19h30, na sala de sessões da Câmara de Vereadores. Ontem, representantes da Sercomtel Celular, Global Village Telecom, Global Telecom, Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e os vereadores discutiram o projeto de lei que trata do assunto.
A suspeita de que a irradiação não-ionizante emitida pelas antenas prejudica a saúde e a possível desvalorização de áreas próximas são os argumentos que o Ministério Público usou para reivindicar pareceres técnicos sobre os empreendimentos. ‘‘Vários estudos estão em andamento no mundo, mas os resultados podem demorar muito para ser divulgados. Por isso, temos que nos prevenir contra um mal maior’’, disse a promotora do meio ambiente, Luciana Ribeiro Lepri Moreira.
A rápida expansão da telefonia no Estado transformou o assunto em uma polêmica que a cada dia ganha mais espaço entre a comunidade e autoridades. Maringá e Foz do Iguaçu são as únicas cidades que têm lei recente sobre o tema. A promotora defende uma reformulação no projeto de lei do vereador Antenor Ribeiro (PPB), com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), que já se dispôs a orientar os estudos.
O engenheiro de operações da Sercomtel Celular S/A, Flávio Luiz Borsato, e o analista de planejamento da Global Telecom, Álvaro Costa, garantem que a irradiação das ERBs não é prejudicial. Segundo eles, a construção e o funcionamento das antenas seguem determinações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Foram convidados para a audiência, de representantes de associações de moradores, entidades de classe, empresas do setor, Ministério Público, vereadores e prefeito (atuais e eleitos), deputados estaduais e federais, institutos ambientais e, em especial, o professor de engenharia elétrica da Universidade de Campinas (UNICAMP), Vitor Baranalskas.

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